Dos 23 programas de pós-graduação existentes na faculdade, somente  quatro deles – Ciência Política, Geografia Física, Sociologia e  Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades – não realizarão seleção  agora, pois fazem o processo seletivo no início de cada ano. Os editais  dos processos seletivos de cada programa foram divulgados no mês de  julho.

Antes de realizar a inscrição, os interessados devem consultar os requisitos gerais do Regimento da Pós-Graduação da USP e as normas e procedimentos da área na FFLCH.

No item Formulários na página de Pós-Graduação da FFLCH é possível encontrar informações gerais sobre o processo seletivo, como  os formulários de inscrição, a documentação exigida e o pagamento da  taxa de inscrição – no valor de R$ 80,00.

Já as informações específicas como pré-requisitos, bibliografia, data  das provas podem ser conferidas clicando no título de cada programa de  pós-graduação, no item Editais – 2020. As inscrições devem ser feitas via formulário disponível na página de cada programa.

Para mais informações ou esclarecimento de dúvidas sobre o processo  seletivo devem ser verificadas diretamente com as secretarias dos  programas de pós-graduação da FFLCH, cuja relação encontra-se neste link.

Bolsas de estudo

É possível não haver distribuição de bolsas de estudo em um determinado período em razão do fluxo de utilização das bolsas por parte dos alunos já contemplados e da quantidade de bolsas recebidas das agências de fomento. Os programas incentivam que orientadores e pós-graduandos submetam pedidos de bolsa à FAPESP.

Para Flávia Calé da Silva, presidente  da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e mestranda do Programa de História Econômica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas  (FFLCH), “não existe bolsa ociosa no Brasil, uma vez que metade dos  mestrandos e doutorandos não recebe o auxílio. É importante lembrar que  não se trata de um estímulo ao estudo, e sim de uma remuneração para  produzir pesquisa. É um trabalho fundamental para a ciência brasileira”.

Flávia conta que, desde 2013, há seis anos, não há reajuste do valor das bolsas, por isso há a campanha Investir em Ciência é Desenvolver o Brasil.  “O início do ano já foi difícil, só assegurar as verbas disponíveis foi  luta depois da PEC 95 (referente ao teto de gastos). Agora, os novos  contingenciamentos revelam que o entrave não é só imediato, mas também  em perspectiva. O projeto não é investir na pesquisa para sair da crise,  e sim enxergá-la como um empecilho para vencer a recessão, uma visão  míope”, declara.

O Programa de Pós-Graduação em Filosofia tem avaliação 7  da Capes (apenas 4 % dos Programas no Brasil tem esta nota máxima), o  que lhe concede verbas do PROEX para custear suas despesas. Desta verba recebida, 50% são destinados diretamente pela CAPES para bolsas de estudo. Segundo o site do Departamento de Filosofia da USP, o Programa recebe atualmente uma cota de 45 bolsas de doutorado e 30 bolsas de mestrado, assim distribuídas:

  • CAPES – 25 bolsas de doutorado e 18 bolsas de mestrado
  • CNPq – 20 bolsas de doutorado e 12 bolsas de mestrado.

Tabela CNPQ (DOU 12/04/2013)

* Edição: Frontliner