A Federação Internacional das Associações de Fabricantes Farmacêuticos (IFPMA), fabricantes de países em desenvolvimento, especialistas, governos e integrantes da iniciativa Covax (OMS, Gavi e Cepi), se reuniram virtualmente na segunda e terça-feira (9) para discutir os desafios na produção das vacinas covid.

"É o maior aumento de produção que o mundo alguma vez conheceu", declarou o diretor-geral da IFPMA, Thomas Cueni, depois da reunião. "Não é surpreendente que existam problemas".

Para produzir 10 bilhões de doses são necessários ingredientes em quantidades sem precedentes, além de materiais especiais para fabricação de frascos e tampas.

“Vimos nas últimas semanas e meses um aumento nas tensões nas cadeias de suprimentos”, disse Richard Hatchett, CEO da Cepi (Coalition for Epidemic Preparedness Innovations).

“As empresas estão começando a reportar escassez pontual de materiais essenciais, matérias-primas, (…) e até equipamentos necessários para a fabricação das vacinas”, acrescentou.

Hatchett também considerou preocupante que alguns países, diante de problemas de fornecimento de vacinas e matérias-primas para sua fabricação, tenham considerado limitações à exportação.

"Um diálogo aberto e urgente entre fabricantes, distribuidores, organizações internacionais e governos é necessário para enfrentar esta escassez de matéria-prima, para que a produção de vacinas não seja interrompida", alertou a IFPMA.

A escassez de frascos poderá interferir não apenas com a disponibilidade de uma vacina contra o coronavírus, mas de outros medicamentos, incluindo aqueles administrados em hospitais.

Produzir e distribuir centenas de milhões de frascos de vacinas também exige grandes quantidades de tampas especiais de borracha ou latex — fabricadas por duas empresas que dominam o mercado global — bem como seringas, agulhas e unidades de refrigeração. Estoques baixos de qualquer um desses componentes poderão retardar os esforços de vacinação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que apenas 270 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 foram administradas em todo o mundo até o momento.

* Com informações do Jornal de Negócios

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