A exposição, que tem curadoria de Paulo Venâncio Filho, ocupa três andares que cobrem toda a trajetória artística (40 anos) de Tunga, artista reconhecido mundialmente e disputado nas feiras internacionais de arte.

Suas obras permeiam todo tipo de linguagem e revelam o interesse por várias áreas do conhecimento como matemática, filosofia, literatura e arte.

Formado em Arquitetura e Urbanismo na década de 1970, Tunga dialogou com grandes nomes das artes contemporâneas, como Waltercio Caldas, Cildo Meireles, Sergio Camargo e Lygia Clark.

A partir da década de 1980, Tunga participou da Bienal de Veneza, teve quatro passagens pela Bienal internacional de São Paulo e esteve em mostras no Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York, e na Whitechapel Gallery, em Londres.

Tunga foi o primeiro artista contemporâneo e o primeiro brasileiro a expor no Museu do Louvre, em Paris, em 2005.

Na última Art Basel Miami, todas as obras levadas por sua galeria, a Millan, foram vendidas.

Com mais de 300 obras, sendo 30 pertencentes a coleções particulares raramente vistas pelo público, a mostra traz peças de seis acervos públicos, incluindo Gravitação magnética, vista apenas em 1987 durante a 19ª Bienal de São Paulo, e inéditos como os Phanógrafos policromáticos de deposição.

Entre as obras está Piscina, de 1975, montada apenas uma vez e de paradeiro desconhecido. Segundo Venâncio Filho, de quem Tunga era amigo, essa obra representa a primeira experiência do artista com objetos que viriam a ser símbolo de sua obra. Um boné com letras de chumbo disposto sobre um tripé e uma fotografia que flutua em suspensão compõem a obra.

No conjunto de obras mais recentes estão From ‘La voie humide’, série de esculturas de 2014. Elaboradas com cristais, terracota e gesso, as peças são sustentadas por um tripé e compõem o espaço com caldeirões e representações de partes do corpo. O conjunto explicita uma ligação com a alquimia, outro campo do conhecimento estudado por Tunga.

A exposição traz ainda a reprodução do ateliê do artista, com materiais, cadernos, estudos e obras criadas por ele.

Além do Itaú Cultural, a mostra estende-se para o espaço do Instituto Tomie Ohtake, que recebe a escultura Gravitação magnética (1987) – cujos esboços ocupam o espaço de ambos os espaços culturais – e o filme-instalação Ão (1981).

Tunga: conjunções magnéticas
Período: 11 de dezembro de 2021 a 10 de abril de 2022
Entrada gratuita

Itaú Cultural
Horário: terça a domingo, das 11h às 19h
Endereço: Avenida Paulista, 149, Paraíso – São Paulo/SP

Instituto Tomie Ohtake
Horário: terça a domingo, das 11h às 20h
Endereço: Av Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros – São Paulo/SP
(entrada pela Rua Coropés, 88)

* Com informações do Itaú Cultural, Correio Braziliense

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