É a primeira vez em pouco mais de três anos que as exportações brasileiras de carne bovina ficam abaixo de 100 mil toneladas.

Os embarques para a China foram suspensos após duas ocorrências atípicas da doença da vaca louca terem sido notificados em Minas Gerais e Mato Grosso.

A Organização Mundial de Saúde Animal avaliou que os casos não representam risco para a cadeia de produção bovina. Mesmo assim, a China mantém o veto.

O país asiático importa quase metade das cerca de 2 milhões toneladas de carne que o Brasil envia a outros países por ano.

A maioria da carne bovina que seria exportada está estocada em câmaras frias nos frigoríficos e em contêineres em portos.

Se o embargo da China se estender por muito mais tempo, a tendência é que os frigoríficos comecem a colocar mais carne no mercado interno.

No dia 20 de outubro, o Ministério da Agricultura determinou que os frigoríficos habilitados para exportar para a China deveriam interromper a produção para o país, indicando que a suspensão dos embarques pode durar.

"Não tem outro consumidor mundial que consegue comprar em quantidade e preço o que a China compra do Brasil. Então essa carne vai acabar indo para o mercado interno e o preço pode recuar de forma mais significativa", avalia o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

No mercado nacional, a demanda por novos lotes para abate se mantém baixa e a entrada de animais de confinamento vem crescendo.

* Com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex)

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