Na sexta-feira (29), as autoridades de saúde russas anunciaram que registraram o maior número de mortes diárias pelo vírus desde o início da pandemia, com 1.163 pessoas falecidas nas últimas 24 horas.

Ao longo de outubro, o recorde histórico russo para números de mortalidade foi estabelecido em uma série de dias sucessivos, com o número de testes positivos diários girando em torno de 40.000.

Na quarta-feira (27), a Associação de Empresas de Varejo (AKORT) e a Associação de Empresas de Comércio na Internet (AKIT) publicaram uma carta enviada ao vice-primeiro-ministro russo, Dmitry Grigorenko, defendendo a "vacinação universal e obrigatória de fato".

Seus pedidos vêm dias após a notícia de que o governo prorrogaria um feriado nacional, com Moscou e São Petersburgo fechando lojas por vários dias, e o Kremlin ordenando às autoridades que considerassem a introdução de um toque de recolher nacional às 23h para a vida noturna, com cidades em todo o país enfrentando novas restrições e os empregadores sendo aconselhados a manter todos os trabalhadores em casa para conter o aumento de infecções.

As associações empresariais dizem que as medidas ocorrem no pior momento possível.

“O período de outubro a dezembro é de alta temporada no comércio, durante o qual várias empresas geram de 30 a 50% do faturamento anual. Portanto, o fechamento de pontos de venda terá um efeito prejudicial tanto para as empresas comerciais quanto para a economia do país como um todo”, diz a carta.

Ondas semelhantes de infecções estão atingindo grande parte da Europa Oriental.

Na terça-feira (26), a Ucrânia registrou um novo recorde diário de mortes, 734, em uma população que é um quarto a da Rússia, e anunciou a importação de oxigênio da Polônia para atender pacientes covid-19 hospitalizados.

Nas nações bálticas, os hospitais também estão se aproximando da capacidade máxima, com novas restrições entrando em vigor. A Letônia decretou lockdown parcial em 21 de outubro até meados de novembro. Um toque de recolher em todo o país foi imposto e o governo está obrigando o fechamento da maioria das lojas e espaços para eventos. Na sexta-feira, o país também registrou o maior número de óbitos, 64, com média de 2.500 novos casos por dia.

Na vizinha Lituânia, onde 70% da população já foi totalmente vacinada, três dos maiores hospitais do país pararam de admitir pacientes não urgentes no início deste mês devido a um aumento nas internações por covid-19.

A Estônia, por sua vez, alertou que seus hospitais podem ficar sem leitos em meados de novembro se as tendências continuarem, com pouco mais da metade do país tendo sido imunizado.

A Romênia também reintroduziu restrições para tentar limitar o aumento de infecções, decretando toques de recolher e passes de saúde obrigatórios a partir de segunda-feira (1). Apenas um terço da população foi imunizada até agora. Os leitos de terapia intensiva estão com ocupação máxima e, na semana passada, cerca de 50 pacientes gravemente enfermos foram transferidos para hospitais na Hungria e na Polônia.

Na Bielorrússia, o governo anunciou na semana passada a interrupção das exportações de oxigênio e a suspensão dos cuidados médicos de rotina para se concentrar nas pessoas gravemente enfermas com covid-19.

* Com informações do RT

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