Durante a coletiva de imprensa de segunda-feira (7), a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, foi questionada se as sanções empurrarão Moscou para laços mais profundos com Pequim.

Psaki observou que Pequim se absteve quando a Assembleia Geral da ONU votou para condenar o ataque da Rússia à Ucrânia na semana passada.

"Se eles não cumprirem as sanções (nós sempre cumprimos) – temos meios de tomar medidas, mas é o que vimos até agora”, disse a porta-voz da Casa Branca

A China tem apoiado uma solução diplomática para o conflito e tem se manifestado consistentemente contra as restrições econômicas.

"Estamos profundamente preocupados com as sanções unilaterais cada vez maiores, que não são uma maneira fundamental e eficaz de resolver o problema", disse Zhang Jun, enviado da China à ONU, na segunda-feira. "Eles terão sérias consequências humanitárias e efeitos de repercussão que prejudicarão outros países".

Falando a repórteres, o Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, chamou Moscou de “parceiro estratégico mais importante de seu país”. A amizade entre as duas nações é "inabalável" (ironclad), disse.

O governo Biden está sob intensa pressão no Congresso por um bloqueio de petróleo, um movimento que as pesquisas de opinião sugerem que encontraria apoio popular, apesar de trazer mais aumentos para os combustíveis.

Atualização 04/04/2022

Os Estados Unidos aumentaram suas compras de petróleo russo em 43% entre 19 e 25 de março, de acordo com dados da Administração de Informações sobre Energia (EIA). Apesar da proibição da Casa Branca de importações de energia da Rússia, os EUA continuam a comprar até 100.000 barris de petróleo russo por dia.

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