A proibição mais tarde assumiu a forma de uma resolução publicada em 23 de junho pela Diretoria Geral de Navegação da Espanha (DGMM).

A decisão das autoridades espanholas, publicada no Diário do Estado da Espanha deste sábado (29), permitirá a parada no país, a partir de 7 de junho, de navios de cruzeiro que atracam em portos do exterior.

A esperança do governo é a retomada do setor de cruzeiros internacionais a tempo para a temporada de verão europeu. Países concorrentes, como Egito, Grécia e Turquia, estão monopolizando todas as paradas dos cruzeiros em julho e agosto.

No início de maio, diversas empresas de navios de cruzeiro, incluindo MSC, Costa Cruceros, Royal Caribbean, Carnival e TUI informaram que não fariam escala em Palma de Mallorca no futuro imediato, desviando seus navios para a Turquia, Grécia, Egito e Israel, de acordo com Alfredo Serrano, diretor da Cruise Lines International Association (CLIA).

A mudança dos roteiros terá um impacto direto nos táxis, transportes turísticos, comércio, restaurantes e excursões em Palma e no resto da Ilha.    

Serrano disse que a decisão do governo espanhol de não permitir a atracação de navios de cruzeiros internacionais forçou a reprogramação.

“Os navios não podem ir para as Ilhas Baleares e outros destinos espanhóis e, por isso, as companhias de navegação decidiram navegar no Mediterrâneo oriental”.

Em 2019, os cruzeiros internacionais contribuíram com cerca de 2,8 bilhões de euros para o PIB da Espanha, respondendo por cerca de 50 mil empregos e 1,5 bilhão de euros em salários, de acordo com dados da CLIA.

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