São Paulo será o primeiro Estado a aderir ao Pisa for Schools (Pisa para Escolas).

Trata-se  do exame baseado no Programa  Internacional de Avaliação de Estudantes  (Pisa, na sigla em português),  da Organização para a Cooperação e  Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A prova será aplicada em 300  escolas estaduais de São Paulo e  envolverá cerca de 25 mil alunos da 1ª  série do Ensino Médio. Com o  exame, a Secretaria Estadual da Educação  quer avaliar os níveis de  proficiência em matemática, ciências,  português e leitura entre os  estudantes de 15 anos.

O Pisa foi  idealizado pela OCDE e aplicado pela primeira vez em 2000  para avaliar o  sistema educacional de mais de 80 países, incluindo o  Brasil. Enquanto  o objetivo do Pisa é fornecer resultados em nível  nacional e  possibilitar um panorama do sistema de ensino de cada país, o  Pisa para  Escolas quer produzir resultados individuais das escolas,  para embasar  políticas públicas locais.

O Pisa para Escolas já foi aplicado em  mais de 2.200 escolas, em 10  países ao redor do mundo. Em São Paulo,  os resultados vão fornecer  subsídios para as tomadas de decisão do  Governo e, assim, melhorar a  educação oferecida pelo Estado.

A prova

A  aplicação do Pisa para Escolas é feita por instituições  credenciadas  pela OCDE. Em São Paulo, o exame será por meio da Fundação Cesgranrio, e  previsto para ocorrer em novembro.

A prova contará com 141 itens.  Os alunos terão duas horas  para responder perguntas de leitura,  matemática e ciências, e mais 30  minutos para preencher um questionário  contextual.

Estes questionários procuram coletar informações  sobre o histórico  escolar, o contexto socioeconômico dos alunos, suas  oportunidades,  ambientes de aprendizagem, além do engajamento e  atitudes dos estudantes  com relação à aprendizagem e ao ambiente  escolar. O Pisa para Escolas  também busca mensurar a percepção das  relações entre professores e alunos.