Os 2,3 milhões de kits são parte de um total de 3,4 milhões que devem chegar ao Brasil até o final do mês. No total, os medicamentos têm capacidade para atender 500 leitos pelo período de um mês e meio. Os itens possuem autorização para importação emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os kits são compostos por sedativos, neurobloqueadores musculares e analgésicos opioides – insumos básicos para realizar a intubação.

Os medicamentos serão doados ao Sistema Único de Saúde (SUS) por um grupo de empresas formado pela Engie, Itaú Unibanco, Klabin, Petrobras, Raízen e TAG, além da Vale, que deu início a ação há duas semanas.

Segundo o Ministério da Saúde, os medicamentos serão enviados para todos os Estados e ao Distrito Federal.

“Com base em experiências anteriores, a expectativa é de que em menos de 48 horas os medicamentos sejam distribuídos para todos os Estados”, disse o Secretário-Executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz.

Em coletiva de imprensa, o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a responsabilidade em adquirir esses medicamentos é de Estados e Municípios, mas em face da emergência pública internacional "nós temos que tomar as providências necessárias para assegurar o abastecimento em todo o País, principalmente em municípios menores que não têm condições de compra”.

Na terça-feira (13), a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) fez um alerta sobre o desabastecimento de anestésicos e medicamentos do kit intubação.

Os cerca de 160 hospitais que responderam ao levantamento apontaram que os estoques de anestésicos, sedativos e relaxantes musculares tinham, então, em média, de 3 a 5 dias de duração.

* Com informações da Agência Brasil

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