A taxa de desocupação foi estimada em 11,8% no  trimestre móvel de maio a julho de 2019 e caiu 0,7 ponto percentual em  relação ao trimestre de fevereiro a abril de 2019 (12,5%). Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de  Domicílios (Pnad), divulgada hoje (30), no Rio de Janeiro, pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação  com o mesmo trimestre móvel de 2018, quando a taxa foi estimada em  12,3%, também houve queda (-0,5 p.p.).

A população desocupada (12,6 milhões de pessoas)  recuou 4,6% (menos 609 mil pessoas) frente ao trimestre anterior, estatisticamente estável em relação a igual período de 2018 (12,8 milhões).

A população ocupada (93,6 milhões de pessoas)  cresceu em ambas as comparações e é a maior da série: 1,3% (mais 1,219 milhão) em relação ao trimestre anterior e 2,4% (mais 2,218 milhão) na comparação como o mesmo período de 2018.

“A elevação de 1,2 milhão de pessoas no contingente de ocupados, com redução significativa da pressão sobre o mercado de trabalho (menos 609  mil pessoas desocupadas), provocou essa retração considerável na taxa”,  explica o gerente da PNAD Contínua, Cimar Azeredo.

Indicador / Período Mai-Jul 2018 Fev-Abr 2019 Mai-Jul 2019
Taxa de desocupação 12,3% 12,5% 11,8%
Taxa de subutilização 24,4% 24,9% 24,6%

Trabalho informal e por conta própria batem recorde

O número de empregados sem carteira assinada (11,7  milhões de pessoas) atingiu novo recorde, subindo em ambas as  comparações: 3,9% (mais 441 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e  5,6% (mais 619 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2018.

O número de trabalhadores por conta própria (24,2 milhões) bateu novo recorde da série histórica e subiu nas duas  comparações: 1,4% (mais 343 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e  5,2% (mais 1,2 milhão de pessoas) frente ao mesmo período de 2018.

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 33,1 milhões de pessoas,  ficando estável em ambas as comparações.

A população fora da força de trabalho (64,8 milhões de pessoas) permaneceu estável tanto na comparação com o  trimestre anterior quanto na comparação com o mesmo período do ano  anterior.

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