Os investidores continuam se retirando do ativo porto-seguro depois que os EUA divulgaram um relatório de emprego melhor do que o esperado na sexta-feira (5).

Fonte: Investing com (08/06/2020 20:30 UTC)
O dólar teve sua maior queda em quase uma década. Fonte: Investing com (08/06/2020 20:30 UTC)

O valor das ações dos EUA está se recuperando após muitas partes dos EUA terem encerrado medidas que paralisaram a maior economia do mundo.

A taxa de desemprego nos EUA foi de 13,3% em maio, abaixo dos 14,7% de abril, de acordo com o relatório de emprego do Departamento do Trabalho. A folha de pagamento não agrícola dos EUA também aumentou 2,5 milhões, contra as expectativas dos analistas de uma queda de 8 milhões.

Nesta segunda-feira (8), o índice Nasdaq 100 atingiu um recorde, e a Boeing Co. liderou ganhos no Dow Jones Industrial Average. O S&P 500 está apenas 5% abaixo da maior alta de todos os tempos. No Brasil, o Ibovespa subiu mais de 3% em meio a melhora global dos mercados.

Fonte: Investing com (08/06/2020 20:30 UTC)
Fonte: Investing com (08/06/2020 20:30 UTC)

USD/BRL

“Commodities e moedas de mercados emergentes estão claramente encontrando mais facilidade de valorizar contra o dólar na esperança de recuperação econômica”, disse Junichi Ishikawa, estrategista da IG Securities, à Reuters.

Fonte: Investing com (08/06/2020 20:50 UTC)
Dólar fecha no menor patamar em quase três meses. Fonte: Investing com (08/06/2020 20:50 UTC)

Economistas do Rabobank veem o Real (BRL) pressionado nos próximos meses e prevêem o USD/BRL em 5,45 até o final de 2020 e em 5,10 até o final de 2021.

“Embora a alta volatilidade de meados de maio tenha diminuído nas últimas duas semanas, ainda vemos incertezas globais e domésticas se aproximando. Com uma volatilidade mais forte e persistente, a Covid-19 e as incertezas fiscais manterão o BRL pressionado até o final do ano. Agora vemos a negociação em USD/BRL em 5,45 até o final de 2020 e em 5,10 até o final de 2021”.

“Prevemos agora o recuo do PIB em -7,3% em 2020 e crescimento de +4,5% em 2021. Com uma contração mais forte do PIB, agora vemos uma inflação do IPC 2020 mais baixa, em 1,3%, dando espaço para o Banco Central (BCB) reduzir a taxa Selic para 2,25% na próxima reunião do COPOM”.

* Com informações da Bloomberg, Investing.com, FXStreet

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