A investigação veio à público depois que a polícia alemã fez uma grande operação de busca nos apartamentos e escritórios de Sabathil e outros dois suspeitos na quarta-feira (15), envolvendo nove endereços em Berlim, Bruxelas e nos estados alemães da Baviera e Baden-Württemberg.

No centro da investigação está o suposto vínculo entre Sabathil e o Ministério de Segurança de Estado, a principal unidade de contra-inteligência e inteligência estrangeira da China.

As autoridades alemãs realizaram escutas telefônicas e rastrearam os registros de viagens de três suspeitos, segundo o jornal alemão Süddeutsche Zeitung, depois de receber informações da comunidade de inteligência.

O caso é o primeiro dos últimos anos envolvendo provas concretas de espionagem da China contra a Alemanha e a União Europeia.

Sabathil foi removido do posto de embaixador em Seul em 2016, apenas um ano após nomeado, depois que sua autorização de segurança foi revogada, de acordo com o The Washington Post.  Anteriormente, Sabathil foi embaixador na Noruega e na Islândia e liderou o escritório de representação da UE na Alemanha.

Sabathil deixou a diplomacia em 2017 para ingressar na empresa de lobby Eutop.

Segundo a revista alemã Der Spiegel, um lobista contratado pelo ex-diplomata também atuou como espião dos chineses e um terceiro suspeito teria concordado em fornecer dados e informações sigilosas.

Governos ocidentais manifestaram preocupação sobre Pequim estar usando o seu aparato de inteligência para influenciar políticas, à medida que a China expande seu alcance político e econômico em todo o mundo.

* Com informações do South China Morning Post, Der Spiegel, The Washington Post e Süddeutsche Zeitung