De acordo com o estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, ocorreram reduções nas demais 8 capitais pesquisadas, com destaque para Brasília (-1,9%), Campo Grande (-1,3%) e Rio de Janeiro (-1,2%).

Fonte/Arte: © Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)
Fonte/Arte: © Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)

A cesta mais cara foi a de Florianópolis (R$ 710), seguida por São Paulo (R$ 692) e Porto Alegre (R$ 685).

Entre as capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta tem algumas diferenças em relação às demais regiões, Aracaju (R$ 473), Salvador (R$ 506) e João Pessoa (R$ 509) apresentaram o menor preço.

Em relação a novembro de 2020, a cesta básica subiu em todas as capitais, com maiores percentuais registrados em Curitiba (+16,8%), Florianópolis (+15,2%), Natal (+14,4%), Recife (+13,3%) e Belém (+13,2%).

De janeiro a novembro de 2021, todas as capitais acumularam variação positiva, com taxas entre +4,4%, em Aracaju, e +18,3%, em Curitiba.

Os itens básicos pesquisados foram definidos pelo Decreto Lei nº 399, de 30 de abril de 1938, que regulamentou o salário mínimo no Brasil e está vigente até os dias atuais. O decreto determinou que a cesta de alimentos fosse composta por 13 produtos alimentícios em quantidades suficientes para garantir, durante um mês, o sustento e bem-estar de um trabalhador em idade adulta. Os produtos e quantidades foram definidos por região, de acordo com os hábitos alimentares locais.

Principais variações de preços

  • O preço do café em pó subiu em todas as capitais, com destaque para as variações registradas em Recife (+24%), Florianópolis (+12%), Rio de Janeiro (+11,5%), Porto Alegre(+10%) e Curitiba (+9,5%).
  • O preço do açúcar aumentou em 16 capitais e as altas oscilaram entre +0,5%, em Natal, e +7%, em Florianópolis. Em Belo Horizonte não houve variação.
  • O óleo de soja registrou elevação em 16 capitais. As maiores variações ocorreram em Aracaju (+6%), Florianópolis e Fortaleza (+4%).
  • O preço do feijão recuou em todas as capitais. Para o tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, as retrações oscilaram entre -5%, em Belo Horizonte, e -0,4%, em Brasília. Já as quedas do preço do feijão preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, variaram entre -3%, no Rio de Janeiro, e -0,1%, em Curitiba.
  • O preço do arroz agulhinha caiu em 15 capitais: Rio de Janeiro (-5,5%), Aracaju (-4%), Salvador e Brasília(-3%) registraram as maiores quedas.
  • O valor médio do litro do leite integral diminuiu em 13 capitais, com destaque para Vitória(-5%), Curitiba (-4%), Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campo Grande (-3%).
  • A carne bovina de primeira teve o preço reduzido em 11 capitais.

São Paulo

  • Produtos com alta de preço médio em relação a outubro: café em pó (+6,5%), batata (+4%), açúcar (+3,5%), farinha de trigo(+2,4%), manteiga (+2%), óleo de soja (+2%), banana (+1,5%) e pão francês (+1%).
  • Produtos com redução do preço médio em relação a outubro: tomate (-6,5%), arroz agulhinha tipo 1 (-3%), leite integral (-2%), feijão carioquinha (-1%) e carne bovina de primeira (-0,2%).

* Com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)

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