O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou hoje  (25), em uma postagem no Twitter, que a Polícia Federal (PF) vai  investigar integrantes de um grupo que teria planejado atear fogo em  áreas de floresta entre os municípios de Altamira e Novo Progresso,  sudoeste do Pará, no último dia 10 de agosto, data que chegou a ser  batizada, por produtores rurais da região, como "Dia do Fogo".

O Presidente Bolsonaro determinou "investigação rigorosa" e punição dos responsáveis pelos incêndios criminosos.

De acordo com a assessoria do Ministério da Justiça e Segurança Pública,  a apuração da PF deve se concentrar sobre o caso denunciado na matéria  da revista Globo Rural.

MPF no Pará apura denúncia

Na última quinta-feira (23), o Ministério Público Federal (MPF) no Pará informou que está investigando o aumento de queimadas na mesma  região, incluindo uma denúncia semelhante de incêndios criminosos.

De  acordo com o MPF, o Procurador da República Paulo de Tarso Moreira Oliveira apura a convocação, divulgada em jornal de Novo Progresso,  supostamente por fazendeiros, para um “Dia do Fogo”, em que os  produtores rurais incendiariam grandes áreas de floresta. O dia previsto  para a manifestação também seria 10 de agosto. No dia 10, o Inpe detectou 124 focos de incêndio, quatro vezes o número de focos do dia anterior. No dia 11 de agosto, foram registrados 203 focos.

Em Altamira, os  satélites detectaram 194 focos de queimada em 10 de agosto e 237 no dia seguinte.

Entre os meses de janeiro e julho de 2019, foram registrados pelo Inpe 16 mil focos de queimadas na Amazônia. Nos últimos 20 anos, a média de focos de incêndio observados nos sete primeiros meses do ano é de 14 mil queimadas.

Em agosto, a quantidade de queimadas até o dia 22 ultrapassava 23.700.

No mês de agosto de 2018, foram registrados 10.400 incêndios florestais.

* Com informações da Agência Lupa. Edição: Frontliner