“Estamos trabalhando à frente e nos preparando para o futuro. Não vamos esperar o problema começar para resolver. Caso a situação piore, aqui será a retaguarda. Nos organizamos construindo essa estrutura, e na medida que for preciso, os leitos serão colocados à disposição da população”, disse o Secretário de Saúde do DF, Francisco Araújo.

Um termo de cooperação entre o governo do DF e a sociedade Arena BSB, que administra o Mané Garrincha desde fevereiro, foi assinado na semana passada.

Estão sendo realizadas mudanças na rede elétrica e outras readequações para atender exigências de instalações hospitalares.

A previsão é que em até 15 dias parte dos leitos já esteja disponível para a população, em uma área que abrange quase 6 mil metros quadrados.

“Todos os sistemas para operacionalizar a assistência estão sendo montados agora. Até sexta-feira (3) já devemos ter um protótipo da distribuição física dos leitos, para ser aprovado com a equipe. Havendo a necessidade, teremos mais um andar para replicar esse mesmo modelo”, disse o Subsecretário de Infraestrutura em Saúde, Isaque Albuquerque.

Contudo, as dificuldades atuais de fabricação e transporte poderão causar atrasos na instalação da capacidade total do hospital de campanha de Brasília.

“Como é uma realidade nacional e até mundial, estamos tendo dificuldade com a produção das fábricas. O atraso na entrega dos materiais pode influenciar no cronograma. Mas isso será reajustado conforme a necessidade”, disse Albuquerque.

Segundo a Secretaria de Saúde (SES-DF), a primeira etapa no enfrentamento da pandemia foi garantir até 60 leitos com suporte respiratório nas UTIs e 100 de retaguarda. Nesta segunda etapa, a meta da SES-DF é ter à disposição 200 leitos com suporte respiratório e 300 de retaguarda – 200 deles no Mané Garrincha, para garantir o atendimento dos pacientes que receberam alta de UTIs mas ainda necessitam de cuidados hospitalares.

“Se o gráfico piorar, teremos 500 leitos de retaguarda. Serão os 200 no Mané Garrincha e 300 no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Além disso, teremos 310 leitos com suporte respiratório, envolvendo as redes privada e pública, pois a Secretaria tem celebrado contratos com o setor privado”, disse Francisco Araújo.

A SES-DF também está adquirindo 300 mil testes rápidos e 300 ventiladores pulmonares para os principais hospitais da rede pública e deverá contratar sete ambulâncias para fazer o transporte de pacientes com Covid-19.

Nesta segunda-feira (30), o DF acumula 301 casos de Covid-19. Deste total, 195 são infecções leves, 18 são de pacientes em estado grave e 13 em situação crítica.

No domingo (29), foi confirmada a primeira morte provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2 em Brasília, ocorrida no dia 23. Um teste realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, confirmou a causa do óbito.

* Com informações da Agência Brasília, Secretaria de Saúde do DF

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