Atualização 04/12 - Economistas ouvidos pelo G1 destacam que a economia já mostra sinais de desaceleração no 4º trimestre e avaliam que o PIB só deverá voltar ao patamar pré-pandemia a partir de 2022.

O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, previu que "a taxa de desemprego deve chegar a 17% nos próximos meses".

Já Alessandra Ribeiro, diretora da área de macroeconomia e análise setorial da Tendências Consultoria Integrada, prevê que a taxa de desemprego alcance 16% com a entrada de trabalhadores que tinham deixado de procurar emprego durante a suspensão das atividades econômicas.

"Por mais que a economia gere postos de trabalho, ela não vai conseguir absorver todo esse contingente. Então a taxa de desemprego vai subir. Isso também é um limitante para o crescimento da economia", disse a economista.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Trimestral referente ao período entre julho e setembro de 2020:

  • A população desocupada aumentou +10,2% (+1,3 milhão de pessoas) frente ao 2ª trimestre (12,8 milhões) e subiu +12,6% (+1,6 milhão) em relação ao 3º trimestre de 2019 (12,5 milhões).
  • A população ocupada (82,5 milhões) chegou ao patamar mais baixo da série histórica e caiu -1,1% (-880 mil) frente ao trimestre anterior e -12,1% (-11,3 milhões) frente ao mesmo trimestre de 2019.
  • O nível de ocupação (47,1%) foi o mais baixo da série, caindo -0,8 p.p. frente ao trimestre anterior e -7,7 p.p. contra o mesmo trimestre de 2019.
  • A taxa composta de subutilização (30,3%) é recorde da série, subindo +1,2 p.p. em relação ao 2ª trimestre (29,1%) e +6,3 p.p. frente ao 3º trimestre de 2019 (24,0%).
  • A população subutilizada (33,2 milhões) subiu +3,9% (+1,2 milhão) frente ao trimestre anterior e +20,9% (+5,7 milhões) contra o 3º trimestre de 2019.
  • A população na força de trabalho (96,5 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu -9,2% (-9,8 milhões) em relação ao 3º trimestre de 2019.
  • A população fora da força de trabalho (78,6 milhões) atingiu o maior nível da série histórica, com altas de +1,0% (+785 mil pessoas) ante o trimestre anterior e de +21,2% (+13,7 milhões) frente ao 3º trimestre de 2019.
  • A população desalentada (5,9 milhões) é recorde da série, com alta de +3,2% (+183 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de +24,7% (+1,2 milhão) ante o 3º trimestre de 2019.
  • O percentual de desalentados na população na força de trabalho ou desalentada (5,7%) ficou estável ante o trimestre anterior e subiu +1,5 p.p. contra o 3º trimestre de 2019.
  • O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 29,4 milhões, caiu -2,6% (-788 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e -11,2% (-3,7 milhões) ante o 3º trimestre de 2019.
  • O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (9 milhões) aumentou +4,3% (+374 mil pessoas) frente ao 2º trimestre e caiu -23,9% (-2,8 milhões) ante o 3º trimestre de 2019.
  • O número de trabalhadores por conta própria (21,8 milhões) variou +0,6 (+119 mil pessoas) contra o trimestre anterior e caiu -10,8% (-2,6 milhões) frente ao 3º trimestre de 2019.
  • O número de trabalhadores domésticos (4,6 milhões) caiu -2,2% (-102 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e -26,5 % (-1,7 milhão) frente ao 3º trimestre de 2019.
  • A taxa de informalidade chegou a 38,4% da população ocupada (ou 31,6 milhões de trabalhadores informais). No trimestre anterior, a taxa foi 36,9% e, no 3º trimestre de 2019, 41,4%.

* Com dados e informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), G1

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