No quinto mês consecutivo de queda, o número de pessoas ocupadas em agosto caiu 750.000 em relação ao ano anterior, para 66,8 milhões.

Os dados de desemprego mostraram que o setor de serviços de hospedagem e restaurante fechou 280.000 vagas, comparado à agosto do ano passado, caindo para 3,9 milhões de empregados. No setor de manufatura, o número caiu em 520.000 postos de trabalho, para 10,3 milhões de empregos.

O número de pessoas que não estão na força de trabalho cresceu 110.000 em relação ao ano anterior, para 41,9 milhões, pelo quinto mês consecutivo.

A taxa de desemprego subiu de 2,9% em junho para 3 por cento em julho, a maior desde maio de 2017.

Apesar do segundo aumento mensal na taxa de desemprego, o Japão sofreu muito menos perdas de empregos do que outras grandes economias durante a crise.

As leis que protegem os trabalhadores em tempo integral e as grandes reservas de caixa nos balanços das empresas ajudaram a evitar mais demissões, junto com empréstimos baratos e apoio salarial do governo para manter os trabalhadores na folha de pagamento.

Mas os números de agosto sugerem que mais empresas se tornaram incapazes de manter sua força de trabalho depois que a pandemia afetou o consumo e algumas foram forçadas a reduzir o horário de funcionamento.

“O desemprego permaneceu baixo em grande parte graças aos grandes gastos do governo para proteger os empregos”, avalia a economista Azusa Kato, do BNP Paribas Securities Japan Ltd.

“As empresas estão tentando manter os empregos, mas não estão confiantes o suficiente para contratar mais”, disse Kato, acrescentando que a taxa de desemprego pode continuar aumentando à medida que mais pessoas voltem à força de trabalho em busca de emprego.

Para os fabricantes que dependem de exportação, um ressurgimento do vírus na Europa e em outros mercados importantes obscurece as perspectivas.

No mercado interno, a proibição de turistas internacionais continua pesando sobre hotéis e restaurantes, onde as novas ofertas de emprego caíram 50% em agosto em comparação com o ano passado.

O clima de pessimismo nas pequenas empresas japonesas, que empregam a maioria dos trabalhadores do país, indica que uma recuperação nas contratações não está próxima.

A economista sênior do BNP prevê que a taxa de desemprego no Japão pode se aproximar de 4% até o final do ano.

* Com informações do The Japan Times, Reuters

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