Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (31) pelo IBGE

O número de pessoas ocupadas cresceu +1,1% em relação ao trimestre de novembro de 2021 a janeiro de 2022, e +10,3% na comparação com o trimestre encerrado em abril de 2021, um aumento de +1,1 milhão de ocupados no trimestre e de +9 milhões em 12 meses.

A população desocupada, estimada em 11,3 milhões de pessoas, recuou -5,8% frente ao trimestre anterior, o que representa -699 mil pessoas a menos. Em 12 meses, a queda foi de -25,3%, menos 3,8 milhões pessoas desocupadas.

A taxa composta de subutilização (22,5%) caiu -1,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e -7,1 pontos percentuais na comparação intranual. É a menor taxa para o trimestre desde 2016 (20,1%). A população subutilizada (26,1 milhões de pessoas) teve queda de -6,0% (-1,7 milhão) frente ao trimestre anterior e de -22,5% (-7,6 milhões) na comparação anual.

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (6,6 milhões de pessoas) apresentou redução, em relação ao trimestre anterior, de -5,3% (menos 369 mil pessoas). Em relação ao trimestre encerrado em janeiro de 2022, a queda foi de -10,0% (-730 mil).

A população fora da força de trabalho (64,9 milhões de pessoas) manteve-se estável quando comparada com o trimestre anterior e caiu -5,3% (-3,6 milhões) na comparação anual.

A população desalentada (4,5 milhões de pessoas) caiu -6,4% em relação ao trimestre anterior (-303 mil) e -24,6% (-1,5 milhão) na comparação anual. O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (4,0%) caiu -0,3 ponto percentual frente ao trimestre anterior e -1,5 p.p. frente ao mesmo trimestre do ano anterior, quando foi de 5,4%.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 35,2 milhões de pessoas, subindo +2,0% (+690 mil) frente ao trimestre anterior e +11,6% (+3,7 milhões) na comparação anual.

“Nesse trimestre, mantem-se a trajetória de recuperação do emprego com carteira, com diversas atividades registrando expansão, principalmente no Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas e em Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas”, explica Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domicílios do IBGE.

Beringuy destaca que, na série comparável, esse é o maior contingente com carteira de trabalho assinada desde o trimestre encerrado em abril de 2016 e a quarta expansão significativa consecutiva tanto no trimestre quanto em 12 meses.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (12,5 milhões de pessoas) foi o maior da série. Este contingente apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior e teve alta +20,8% (+2,2 milhões) em 12 meses.

O número de trabalhadores por conta própria (25,5 milhões de pessoas) manteve-se estável na comparação com o trimestre anterior, e subiu +7,2% (+1,7 milhão) em 12 meses.

O número de trabalhadores domésticos (5,8 milhões de pessoas) apresentou estabilidade no confronto com o trimestre anterior e subiu +22,7% (+1 milhão) em 12 meses.

O número de empregadores (4,1 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior e cresceu +11,2% (414 mil) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

O número de empregados no setor público (11,5 milhões de pessoas) apresentou estabilidade nas duas comparações.

A taxa de informalidade foi de 40,1% da população ocupada, ou 38,7 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido de 40,4% e, no mesmo trimestre do ano anterior, 39,3%.

Entre os grupamentos de atividades, na comparação com o trimestre encerrado em abril de 2021 houve alta em Indústria Geral (+9,4%, +1,1 milhão de pessoas); Construção (+14,6%, +940 mil); Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (+13,7%, +2,2 milhões; Transporte, armazenagem e correio (+11,7%, +525 mil); Alojamento e alimentação (+29,2%, +1,2 milhão); Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (+4,0%, +446 mil); Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+3,5%, +562 mil); Outros serviços (+21,4%, +903 mil); e Serviços domésticos (+22,6%, +1,1 milhão). Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura não apresentou variação significativa.

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