Segundo dados oficiais, 39,4 milhões de pessoas (89% do público-alvo) receberam ao menos a primeira dose de um imunizante na Inglaterra – 32,7 milhões (74%) já completaram o regime de duas doses (AstraZeneca, Pfizer e Moderna) ou dose única (Janssen).

“Quanto mais a população for vacinada, veremos uma porcentagem relativa maior de pessoas vacinadas no hospital”, disse a PHE.

Jenny Harries, CEO da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido, disse que os números da hospitalização "mostram mais uma vez como é importante que todos recebamos ambas as doses da vacina assim que formos capazes de fazê-lo”.

“A vacinação é a melhor ferramenta que temos para manter a nós mesmos e a nossos entes queridos protegidos do sério risco de doenças que a covid-19 pode representar”, disse Harries em um comunicado.

“No entanto, devemos lembrar também que as vacinas não eliminam todos os riscos: ainda é possível adoecer com covid-19 e infectar outras pessoas”.

Nesta sexta-feira (6), o governo lançou uma nova campanha publicitária para incentivar os jovens a serem vacinados. As campanhas "Don't Miss Out" e "Get Your Shot" estão sendo anunciadas com destaque nas redes sociais.

Números do Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças revelam que a Inglaterra administrou uma primeira dose a 61% dos jovens até 25 anos, em comparação com 68% na França e 66% na Irlanda.

Contágio

Há indícios de que pessoas que foram vacinadas podem ser capazes de transmitir a variante indiana (Delta) do vírus tão facilmente quanto aquelas não vacinadas, disseram cientistas da Public Health England nesta sexta-feira.

“Alguns achados iniciais indicam que os níveis de vírus naqueles que foram infectados com Delta já tendo sido vacinados podem ser semelhantes aos níveis encontrados em pessoas não vacinadas”, disse a PHE em um comunicado.

“Isso pode ter implicações para a infecciosidade das pessoas, independentemente de terem sido vacinadas ou não", alerta o comunicado, ressaltando que "estudos direcionados são necessários para confirmar se este é o caso”.

"Então a vacina não interrompe a transmissão, ou infecção, ou hospitalizações, mas pode diminuir ligeiramente a sua chance de hospitalização, por isso precisa ser imposta a todos e precisamos de segregação", resumiu a escritora e ativista americana Candace Owens em rede social nesta sexta-feira.

"Tente dizer isso com uma cara séria como nossas autoridades de saúde pública fazem", protestou.

Em junho do ano passado, o Dr. William A. Haseltine, ex-professor da Escola de Medicina de Harvard e conhecido por seu trabalho inovador em HIV/AIDS e no genoma humano, antecipou, no artigo Did The Oxford Covid Vaccine Work In Monkeys? Not Really, que as vacinas em desenvolvimento não iriam proteger da infecção.

"Todos os macacos vacinados foram infectados e não houve diferença na carga viral em comparação com os animais não vacinados", disse Haseltine. "As vacinas contra o coronavírus em desenvolvimento não funcionam da maneira que as pessoas pensam sobre as vacinas: elas não protegem você de ficar doente".

Haseltine destacou também a rápida queda de anticorpos neutralizantes.

"A titulação (titer) de anticorpo neutralizante, julgado pela inibição da replicação do vírus por diluições séricas sucessivas, conforme relatado, é extremamente baixo. Normalmente, os anticorpos neutralizantes em vacinas eficazes podem ser diluídos em mais de mil vezes e manter a atividade. Nos ensaios, o soro pode ser diluído apenas 4 a 40 vezes antes que a atividade neutralizadora fosse perdida", observou Haseltine.

Considerando que "no caso da SARS, e de outras infecções por coronavírus, até altos titers de anticorpos neutralizantes desaparecem rapidamente, quanto tempo pode-se esperar que anticorpos neutralizantes fracos protejam?", questionou o cientista.

Atualização 08/08/2021

De acordo com dados do Ministério da Saúde de Israel, reportados pela TV israelense neste domingo (8), quatorze pessoas foram diagnosticadas com covid-19 apesar de terem sido inoculadas com uma terceira dose da vacina Pfizer.

Onze dos 14 casos detectados tem mais de 60 anos e os demais são de pessoas imunocomprometidas, informou o Channel 12. Dois pacientes estão hospitalizados.

O número limitado de casos não é suficiente para os médicos tirarem conclusões quanto à efetividade da terceira dose no combate à variante Delta.

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