Em conversa com jornalistas, Queiroga disse que a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso da terapia experimental da Pfizer em crianças não significa que o imunizante será utilizado pelo SUS.

"Se você olhar todas as políticas públicas do Ministério da Saúde e verificar todas as autorizações que a Anvisa deu em relação a medicamentos, a dispositivos médicos, basta ver o que tem autorizado pela Anvisa e o que está incorporado no SUS. São avaliações distintas”, explicou Queiroga.

O Ministro disse que a decisão de administrar a vacina cabe a ele.

“Eu sou a principal autoridade sanitária do Brasil e não abro mão de exercer as minhas prerrogativas. Porque elas decorrem da decisão do mandatário máximo da Nação, que me incumbiu essa missão”.

Queiroga disse que está aguardando parecer da CTAI. O documento será também apreciado em uma consulta pública, subsidiando o processo de tomada de decisão.

“A introdução desse produto dentro de uma política pública requer uma análise mais aprofundada. E, no caso de imunizantes, a análise técnica é feita com o apoio da Câmara Técnica Assessora de Imunizações”, disse o Ministro.

"No dia 4 de janeiro, faremos uma audiência pública para discutir o que foi oferecido em consulta pública que, em adição ao posicionamento da CTAI, servirá de base para a decisão final do Ministério da Saúde”.

Queiroga disse que a Secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, dará a palavra final sobre o assunto.

“Essa decisão não será uma decisão direta do Ministro. O Ministro é o último elemento dessa cadeia decisória. A Secretária Rosana vai emitir essa decisão e nós confiamos bastante nela”.

Leitura recomendada:

Veja também: