As exportações de produtos da zona euro para o resto do mundo foram de 218,7 bilhões de euros em dezembro de 2021, crescimento +14% na comparação intranual. Por outro lado, as importações foram de 223,3 bilhões de euros, um aumento de +37% em relação a dezembro de 2020, principalmente devido ao aumento do valor das importações de energia, que saltaram +70% em 2021.

Como resultado, a zona euro registou um déficit no comércio de bens com o resto do mundo de -4,6 bilhões de euros em dezembro de 2021, em comparação com um excedente de +28,3 bilhões de euros na comparação intranual.

No acumulado de 2021, o excedente do comércio exterior da zona euro com o resto do mundo recuou para +128,4 bilhões de euros, frente ao resultado de +233,9 bilhões de euros de 2020. As exportações aumentaram +14%, para 2,434 trilhões de euros, e as importações cresceram +21,4%, atingindo os 2,305 trilhões de euros, na comparação com 2020.

União Europeia (UE)

Em dezembro de 2021, a União Europeia apresentou um saldo negativo de -10 bilhões de euros no seu balanço comercial com o resto do mundo, após um excedente de +29,3 bilhões em dezembro de 2020. As exportações aumentaram +12,5%, para 198,2 bilhões de euros, enquanto as importações registraram alta de +42% na comparação intranual, atingindo 208,2 bilhões de euros.

O balanço do comércio exterior de 2021 da União Europeia registrou saldo de +69 bilhões de euros, um forte recuo comparado aos +216 bilhões do ano anterior. As exportações atingiram 2,180 trilhões de euros, avanço de +12,8% em relação a 2020, e as importações aumentaram +23%, somando 2,115 trilhões de euros.

A China continua a ser o maior fornecedor, tendo vendido um total de 472 bilhões de euros em produtos aos Estados membros no ano passado, um aumento nominal de +22,6% em relação a 2020. Já os Estados Unidos são o maior cliente, tendo comprado 400 bilhões de euros em mercadorias, o que representa crescimento nominal de +13% em relação ao ano anterior.

Atualização 04/04/2022

Os Estados Unidos aumentaram suas compras de petróleo russo em 43% entre 19 e 25 de março, de acordo com dados da Administração de Informações sobre Energia (EIA). Apesar da proibição da Casa Branca de importações de energia da Rússia, os EUA continuam a comprar até 100.000 barris de petróleo russo por dia.

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