O Estreito de Ormuz (Strait of Hormuz) é uma rota global vital do petróleo no centro das crescentes tensões entre Washington e Teerã.

O embaixador dos EUA na Coreia do Sul, Harry Harris, disse na semana passada que Washington vem pedindo ao governo sul-coreano e a outras nações ajuda na segurança marítima na região há meses.

"Poucos países têm uma necessidade maior do que a República da Coreia, porque recebe 70% de seu suprimento de petróleo do Oriente Médio", disse a repórteres.

A Coreia do Sul, o quinto maior importador de petróleo do mundo e um dos principais clientes do Irã, suspendeu a compra de petróleo iraniano em maio do ano passado.

O embaixador do Irã na Coréia do Sul alertou que uma decisão de Seul de enviar tropas para se juntar à coalizão liderada pelos EUA poderia provocar uma crise nas relações bilaterais.

"Se outro país realizar atividades militares no Estreito, não permaneceremos inativos", disse Saeed Badamchi Shabestari em uma entrevista em 10 de janeiro ao jornal sul-coreano JoongAng Ilbo. "O Irã e a Coreia compartilham uma história que remonta 1.000 anos ... e esse momento é a maior situação de crise em nossa história."

A força sul-coreana conduzirá operações independentes na região, embora dois oficiais de ligação serão destacados para a sede da coalizão liderada pelos EUA no Bahrein, "para cooperação, como compartilhamento de informações".

A unidade naval, composta por 302 militares, um destroier, um helicóptero anti-submarino e três lanchas, estava estacionada no Golfo de Aden desde 2009, em operação conjunta com os Estados Unidos, União Europeia e países africanos de de combate à pirataria.

A duração da nova missão não foi definida, mas uma autoridade do Ministério da Defesa sul-coreano disse que será mantida "até que a situação no Oriente Médio melhore", informou a agência de notícias Yonhap.

* Com informações da AFP, Stars and Stripes, Yonhap

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