Em uma reviravolta notável depois que a demanda chinesa caiu cerca de 20% quando o país entrou em lockdown em fevereiro, o consumo de óleo combustível, diesel e gasolina se recuperou totalmente à medida que as fábricas reabrem e as pessoas se deslocam em automóveis em vez de usar o transporte público.

O tráfego da hora do rush em várias cidades chinesas subiu nas últimas duas semanas, em muitos casos nos níveis de 2019 ou mesmo acima.

O congestionamento nos horários de pico em cidades como Shenyang, Chongqing, Tianjin e Shijiazhuang está entre 10 e 50 pontos percentuais acima do nível de um ano atrás.

A demanda por diesel também está se recuperando fortemente, com a retomada do consumo industrial e o governo incentivando agricultores a plantar mais, para garantir a segurança alimentar do país.

O mercado estima o consumo atual de petróleo do país em 13,4 milhões de barris por dia (bd) face 13,7 milhões bd em dezembro de 2019, a diferença atribuída à redução do transporte aéreo.

Como resultado, as refinarias chinesas iniciaram uma forte onda de compra de petróleo no mercado físico para recompor estoques, recuperando os preços.

As ofertas do petróleo brasileiro Lula para a China chegaram a atingir prêmio de US$ 2 em relação ao Brent nos últimos dias. O petróleo Omã, uma categoria popular na China, atingiu prêmio de US$ 2 em relação aos swaps de Dubai na Bolsa de Dubai, comparado com desconto de mais de US$ 6 em meados de abril.

O petróleo WTI (West Texas Intermediate), que há um mês foi negociado com preço negativo, nesta segunda-feira (18) foi cotado acima de US$ 30 o barril.

* Com informações da Bloomberg

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