Chamada de Taiwan Democracy Defense Lend-Lease Act, a proposta é modelada na Lend-Lease Act, lei aprovada em 1941 que permitiu aos Estados Unidos armar os aliados durante a Segunda Guerra Mundial, sem entrar formalmente na guerra, e se assemelha à legislação para o fornecimento de armas para a Ucrânia, o Ukraine Democracy Defense Lend-Lease Act, sancionada em lei pelo Presidente Joe Biden em maio, depois de passar pelo Congresso com quase nenhuma resistência.

A aprovação da proposta de lei levantaria quaisquer limites no apoio militar de Washington a Taipei.

"Taiwan é nosso maior parceiro na região do Indo-Pacífico e sua soberania é essencial para desafiar o Novo Eixo do Mal", disse a senadora republicana pelo Tennessee Marsha Blackburn, empregando um termo usado pelo ex-presidente George W. Bush para agrupar os inimigos estrangeiros dos EUA.

A posição oficial dos Estados Unidos sobre Taiwan, no entanto, é ambígua. Desde a década de 1970, Washington reconheceu, mas não endossou, a soberania da China sobre Taiwan, uma política destinada a desencorajar tanto uma invasão chinesa quanto uma declaração formal de independência por Taipei.

Embora Washington tenha rompido relações oficiais com Taipei há quase meio século, os EUA mantiveram desde então uma relação informal com Taiwan sob a forma de apoio militar e engajamento político que se expandiram nos últimos anos à medida que as tensões EUA-China pioraram.

Em maio, Biden afirmou que os EUA tomariam medidas militares para impedir uma possível intervenção chinesa em Taiwan, uma declaração que rompe com décadas de ambiguidade estratégica sobre a ilha, mas seus assessores rapidamente recuaram dessa posição.

Uma possível visita a Taiwan pela Presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi nos próximos dias, que ela se recusou a confirmar ou negar, mesmo quando partiu para a Ásia na sexta-feira (29), aumentou ainda mais as tensões entre Pequim e Washington.

Com o presidente chinês Xi Jinping advertindo Biden para não "brincar com fogo", em conversa de mais de 2 horas, tanto a China quanto Taiwan realizaram exercícios militares esta semana.

Xi destacou que a questão de Taiwan é cristalina, assim como o fato e o status quo de que ambos os lados do Estreito de Taiwan pertencem à mesma China.

Ele enfatizou que "os EUA devem honrar o princípio one-China e implementar três comunicados conjuntos tanto em palavras quanto em ação".

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