O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, disse que Pequim "tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas e indivíduos chineses".

O diplomata chinês reiterou as críticas de seu governo às sanções unilaterais, dizendo que elas não têm base no direito internacional e só causam "sérias dificuldades para a economia e o sustento das pessoas" em nações-alvo em vez de promover a paz e a segurança.

Washington deve "levar a sério as preocupações da China" ao implementar suas restrições contra a Rússia para que elas não "prejudiquem os direitos e interesses da China de forma alguma", alertou Zhao.

Os EUA impuseram uma proibição à exportação de semicondutores para a Rússia. A proibição tem como alvo não apenas empresas americanas, mas também companhias estrangeiras que usam software e tecnologias americanas na produção. Nações aliadas, como a Coreia do Sul, que desejam continuar suas exportações para a Rússia, têm que solicitar isenções especiais de Washington.

Em entrevista ao New York Times, a Secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo, alertou que seu governo poderá "essencialmente fechar" qualquer empresa chinesa que desafiar as sanções americanas. Raimondo destacou a chinesa Semiconductor Manufacturing International Corporation (SMIC) como alvo de punição potencial por desrespeitar a proibição americana de comércio com a Rússia.

Ao contrário dos aliados dos EUA, a China se recusou a condenar a Rússia por sua incursão militar na Ucrânia. Pequim concordou com a avaliação de Moscou de que a expansão descontrolada da OTAN no Leste Europeu e o fracasso em lidar com as preocupações de segurança nacional da Rússia abriram caminho para a crise atual.

Atualização 04/04/2022

Os Estados Unidos aumentaram suas compras de petróleo russo em 43% entre 19 e 25 de março, de acordo com dados da Administração de Informações sobre Energia (EIA). Apesar da proibição da Casa Branca de importações de energia da Rússia, os EUA continuam a comprar até 100.000 barris de petróleo russo por dia.

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