O porta-voz do governo da cidade Xu Hejian disse na sexta-feira (22) que o surto é "complexo e furtivo" e prometeu novas medidas para conter sua propagação.

Os moradores do distrito de Chaoyang — que abriga cerca de 3,5 milhões de pessoas, serviços financeiros, de mídia e de negócios, e a maioria das embaixadas estrangeiras — foram convidados a limitar seu movimento para ajudar a conter a propagação do vírus.

O lockdown em Pequim ocorre quando Xangai relatou 51 mortes no domingo (24), totalizando 138 óbitos por covid-19 na onda atual. Há 196 pacientes em estado grave e 23 em estado crítico.

A cidade registrou 19.455 novos casos no domingo. Embora os números diários de infecções estejam em tendência descendente, o governo ainda não atingiu sua meta de eliminar a propagação em comunidades, apesar de semanas de lockdown total — cerca de 5% dos novos casos ainda estão sendo encontrados fora das instalações de quarentena e de edifícios com moradores proibidos de sair.

As autoridades começaram a instalar cercas em alguns bairros para selar edifícios onde casos positivos foram encontrados, provocando frustração renovada entre os residentes, já trancados por semanas e incapazes de acessar alimentos ou cuidados médicos.

Os surtos em duas das cidades mais importantes da China estão rapidamente se transformando em um teste sem precedentes para o Presidente Xi Jinping, que provavelmente buscará um terceiro mandato de cinco anos durante um congresso do Partido Comunista no final deste ano.

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