Yin disse que a Sinovac também completou um ensaio clínico de Fase II, onde os participantes receberam uma terceira dose de reforço após completar duas injeções regulares.

Segundo Yin, ocorreu um aumento de 10 vezes nos níveis de anticorpos em comparação com os níveis anteriores em uma semana e 20 vezes em duas semanas. Ele acrescentou que a Sinovac ainda precisa concluir a observação de longo prazo da duração do anticorpo antes de fazer recomendações às autoridades sobre quando uma terceira dose deve ser administrada.

A estatal chinesa Sinopharm, cuja vacina BBIBP-CorV é semelhante à da Sinovac, também apresentou dados para liberação em crianças pequenas.

Feng Duojia, Presidente da China Vaccine Industry Association, disse ao Global Times que a autorização para uso em crianças da vacina da Sinopharm está a caminho.

A China Central Television confirmou no domingo (6) que os reguladores chineses autorizaram o uso emergencial das vacinas para a faixa etária de três a 17 anos.

Um funcionário ligado ao Conselho de Estado disse à TV estatal que especialistas atestaram a segurança e eficácia de administrar as vacinas a essa faixa etária.

A autorização segue a tendência mundial de redução da idade de vacinação para adolescentes e torna a China o primeiro país do mundo a administrar imunizantes para proteção contra a covid-19 em crianças de até três anos de idade.

Observadores chineses disseram que o país seguirá o plano de vacinação com base na capacidade de produção e fora das preocupações com a segurança.

Crianças de três a 17 anos fazem parte do grupo-alvo do plano nacional de vacinação e um grupo-chave para o país alcançar a imunidade de rebanho.

O uso das vacinas em crianças é controverso, uma vez que ainda não existem dados abertos e sólidos em ensaios clínicos, questionando-se o possível risco imposto a uma faixa etária não suscetível à covid-19 na mesma proporção dos adultos.

Em janeiro, o Dr. Tao Lina, especialista em vacinas do Shanghai Center for Disease Control and Prevention (SCDC), disse em rede social que o imunizante BBIBP-CorV da Sinopharm é a "vacina mais insegura do mundo", com 73 efeitos colaterais – um número "absolutamente sem precedentes".

Para lidar com questões de segurança, a China usará as vacinas com cautela, vacinando inicialmente menores que vivem em regiões onde a incidência de casos é maior, como Guangzhou, ou administrando doses relativamente menores de vacinas destinadas às crianças, ou organizando-as em grupos por idade.

“À medida que a China começa a vacinação entre as crianças, as vacinas e o plano de vacinação podem sempre ser otimizados e ajustados para corrigir problemas emergentes, incluindo questões de segurança”, disse o Global Times.

Apesar das preocupações em imunizar menores com vacinas experimentais, as restrições para a vacinação em grande escala de crianças vêm principalmente da disponibilidade de vacinas.

O cronograma de vacinação será decidido pela Comissão Nacional de Saúde "de acordo com as atuais necessidades de prevenção e controle de epidemias da China e do fornecimento de vacina".

Feng disse que a China executará gradualmente a vacinação das crianças devido à forte demanda interna e externa, bem como preparativos para doses de reforço.

"A produção total de vacinas na China basicamente atende às doses administradas diariamente em todo o país, cerca de 20 milhões de doses. Em alguns lugares, as vacinas ficam imediatamente fora de estoque no mesmo dia da distribuição", disse Feng.

Em abril, a Sinovac recomendou intervalos mais longos entre duas doses da CoronaVac para obter melhor eficácia, depois que o chefe do CDC da China admitiu a fraqueza das vacinas chinesas contra o coronavírus da covid-19.

Embora atualmente a Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomende a vacinação de crianças contra o coronavírus da covid-19, Estados Unidos, Reino Unido, União Europeia, Cingapura e o Brasil aprovaram a vacina Comirnaty, da Pfizer-BioNTech, para menores a partir dos 12 anos.

* Com informações do Global Times

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