O início das atividades do segundo semestre está programado para 31  de julho. No primeiro semestre havia mais de 60 mil alunos matriculados  em 3,8 mil classes.

As aulas acontecem no período de contraturno ou aos sábados, e os  cursos são organizados por semestre, exceto o inglês que é anual. Para  fazer as aulas de inglês e mandarim, é necessário estar cursando o  Ensino Médio. Para os demais, basta estar matriculado em uma das turmas a  partir do 7º ano do Ensino Fundamental até da Educação de Jovens e  Adultos (EJA) e do Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos  (CEEJA).

A matrícula deve ser feita presencialmente na unidade escolar que  abriga o Centro de Estudos de Línguas. No ato da matricula deve ser  apresentado uma cópia do documento de identidade (RG) e declaração de  matrícula com número do Registro de Aluno (RA). Menores de 18 anos devem  estar acompanhados dos pais ou responsáveis.

Sobre o CEL

O Centro de Estudos de Línguas tem como objetivos principais  proporcionar ao estudante da rede estadual a oportunidade de aprender  gratuitamente uma ou mais línguas estrangeiras, aumentando suas chances  de participar de programas de intercâmbio estudantil, feiras de ciências  e fóruns internacionais, além de ampliar as possibilidades de inserção  no mercado de trabalho formal, por meio da comunicação em línguas  estrangeiras em contextos profissionais.

O plano de estudos tem foco na gramática e conversação. O rendimento  dos estudantes é avaliado em provas escritas e orais em sala de aula.  Além do certificado, o desempenho, carga horária e nível de proficiência  são registradas no histórico escolar.

Unesp Bauru oferece curso de mandarim

Desde 2016, alunos, professores e  funcionários da Unesp Bauru tem a oportunidade de participar do curso de  mandarim oferecido gratuitamente no campus. Em parceria com o Instituto  Confúcio, órgão do governo chinês que tem por objetivo difundir a  cultura local pelo mundo, o curso ajuda a ampliar também os horizontes  profissionais.

O processo de aprendizagem não é dos mais simples. Isso porque o  mandarim não é baseado num alfabeto, como na língua portuguesa, mas num  sistema de ideogramas, cada um representando um fonema e com um  significado.

As aulas são ministradas por professores enviados pela Universidade  de Hubei, na cidade de Whuang, na China. “Os alunos brasileiros são  muito diferentes dos alunos chineses. São muito simpáticos, pensam muito  e sempre tem dúvidas na aula. Então eu gosto muito daqui”, ressalta à  TV Unesp a professora Xiong Ziwei, responsável por ministrar as aulas em  2019.

O curso é gratuito para alunos e funcionários da Unesp, mas a  comunidade externa também pode participar mediante o pagamento de uma  pequena taxa mensal. É o caso da psicóloga Sônia Francisco, que está  fascinada com a oportunidade. “É uma experiência totalmente diferente. E  eu enquanto psicóloga, acho interessante conhecer como é a forma de  pensar dos povos, das culturas para entender melhor este objeto de  estudo da psicologia que é o homem e que está em constante  transformação”, disse à TV Unesp.

Todo semestre, os alunos podem participar de cursos de mandarim na  China, com custos quase totalmente pagos pelo governo de lá. A aluna  Nicole Sciulli teve esse privilégio “eu fui no curso de verão de 2017 e a  gente aprendeu sobre cultura, história, os costumes chineses, além do  Mandarim. Fora a interação que a gente teve com vários alunos dentro da  Universidade de Hubei, em Wuhan que foi muito importante. A gente mantém  essa amizade até hoje”.

Segundo a coordenadora do Instituto Confúcio em Bauru, Caroline  Luvizotto, as aulas tem tido boa procura porque o Mandarim é considerada  a língua do futuro e o intercâmbio com a Universidade de Hubei, que  pode chegar a dois anos para alunos do doutorado, colabora para a  internacionalização da Universidade. “É um privilégio muito grande Bauru  ter recebido esse curso em 2016. Não é só uma questão científica,  acadêmica ou de pesquisa, mas é um intercâmbio cultural muito grande na  área financeira, na área econômica também. Então o mercado de trabalho  se expande. E a Unesp tem esse braço de oferecer também à comunidade a  extensão dos seus serviços”, conta à TV Unesp.