Estrela da Manhã (1936), de Santa Rosa © Instituto de Estudos Brasileiros da USP
Estrela da Manhã (1936), de Santa Rosa © Instituto de Estudos Brasileiros da USP

O Modernismo no Brasil foi um movimento artístico, cultural e literário que se caracterizou pela liberdade estética, o nacionalismo e a crítica social.

Inspirado pelas inovações artísticas das vanguardas europeias – cubismo, futurismo, dadaísmo, expressionismo e surrealismo, o movimento teve como marco inicial a Semana de Arte Moderna, que aconteceu entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo, e foi liderado pelo chamado Grupo dos Cinco: Anita Malfatti, Mário de Andrade, Menotti del Picchia, Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral.

Trecho de Poética, de Manuel Bandeira. Declamado na Semana de Arte Moderna de 1922, o poema expõe os princípios estéticos básicos que impulsionaram a primeira revolta pela liberdade formal da poesia e representa a posição dos modernistas na primeira fase do movimento no Brasil.
Trecho de Poética, de Manuel Bandeira. Declamado na Semana de Arte Moderna de 1922, o poema expõe os princípios estéticos básicos que impulsionaram a primeira revolta pela liberdade formal da poesia e representa a posição dos modernistas na primeira fase do movimento no Brasil.

Revisitando a primeira (1922-1930) e segunda (1930-1945) fases modernistas, a maior exposição sobre o Modernismo Brasileiro já realizada resgata fatos históricos por meio das próprias vozes, influências, e até mesmo dos dilemas e conflitos, de autores e intelectuais que construíram o movimento, reunindo manifestações apresentadas na Semana de 22 e diários, cartas, manuscritos, fotos, pinturas e esculturas de modernistas.

O público encontrará obras e reflexões de Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Manuel Bandeira, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Osvaldo Goeldi, Ismael Néry e Guilherme de Almeida, entre outros.

Em uma faixa de tempo que compreende os anos de 1910 a 1944, o público poderá mergulhar na intimidade dos modernistas a partir da leitura de cartas como, por exemplo, a escrita por Mário de Andrade para Tarsila do Amaral, em 1929, na qual ele comunicava o rompimento da relação de amizade com Oswald de Andrade; ou o tom melancólico de Mário no bilhete nunca enviado a Manuel Bandeira, em 1944, mostrando preocupação na conversão de modernistas pelo Estado Novo, de Getúlio Vargas. Também estão expostos objetos, diários e fotos das viagens de Mário de Andrade à região Amazônica e cidades do Norte e Nordeste.

Entre as pinturas, destacam-se O Homem Amarelo, de 1915, uma das obras mais conhecidas de Anita Malfatti, e O Mamoeiro, de 1925, onde Tarsila do Amaral, influenciada pelo cubismo e pela arte do francês Fernand Léger, busca representar a realidade da época fazendo uso de cores fortes e formas geométricas.

A curadoria da exibição é do professor e pesquisador do IEB/USP, Luiz Armando Bagolin, e do historiador Fabrício Reiner.

Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp
Exposição Era Uma Vez o Moderno
Data: até 29 de maio de 2022
Horário: de quarta a domingo, das 11h às 20h
Endereço: Avenida Paulista 1313 - São Paulo/SP
(em frente ao Metrô Trianon-Masp)
Entrada gratuita
Agendamento opcional de visitas: www.sesisp.org.br/eventos
Agendamentos escolares e de grupos: ccfagendamentos@sesisp.org.br

Fotos: © Karim Kahn/SESI-SP [1-4] | © Rovena Rosa/Agência Brasil [5-6]

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