Em abril, foram confirmados 3.090 casos de dengue na Capital. Com a aproximação do inverno, em junho foram registradas apenas 330 infecções. As temperaturas abaixo de 20oC reduzem o desenvolvimento e reprodução do mosquito Aedes aegypti levando a uma diminuição dos casos de dengue.

A Prefeitura atribuiu a alta de casos este ano à sazonalidade da doença.

“O último ano epidêmico, tanto no Município como no Estado de São Paulo e Brasil, foi o de 2015. Em 2019, houve aumento nas notificações e casos confirmados, porém, com média transmissão na Capital, o que em 2020 não foi observado, pois houve baixa transmissão”, informou a Secretaria Municipal de Saúde.

Em 2015 foram confirmados 103 mil casos de dengue na cidade de São Paulo.

Para conter a disseminação do mosquito, a prefeitura paulistana diz que estão sendo feitos trabalhos de limpeza em bueiros e córregos. Para os casos notificados de dengue, equipes da vigilância em saúde vão ao local fazer a eliminação de criadouros e realizam nebulização nos quarteirões próximos.

“Essa ação de rotina sistematizada, faz com que o município de São Paulo, juntamente com a rede articulada, agir rapidamente e manter os menores índices de casos do Estado”, afirma a Prefeitura.

Até maio, foram confirmados 106 mil casos de dengue no Estado de São Paulo.

Dengue

A dengue pode variar desde uma doença assintomática até quadros graves com hemorragia e choque, podendo causar morte.

Normalmente, o primeiro sintoma da dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início repentino, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos e erupções cutâneas. Também são comuns náuseas e vômitos, que resultam em perda de peso.

Nessa fase febril, é difícil diferenciar a doença de outras enfermidades. É importante buscar assistência médica em caso de suspeita.

No período de diminuição ou desaparecimento da febre, a maioria dos casos de dengue evoluem para a recuperação e cura. Porém, algumas situações podem evoluir para as formas mais graves, apresentando os seguintes sinais de alarme:

  • Dor abdominal intensa e contínua, ou dor quando o abdome é tocado;
  • Vômitos persistentes;
  • Acúmulo de líquidos;
  • Sangramento de mucosas (principalmente nariz e gengivas);
  • Letargia (perda de sensibilidade e movimentos) ou irritabilidade;
  • Hipotensão postural (tontura e queda de pressão em determinadas posições)
  • Hepatomegalia (aumento do fígado) maior do que 2 cm;
  • Aumento progressivo do hematócrito (porcentagem de glóbulos vermelhos ou hemácias no sangue).

Nos casos mais graves, esses sintomas resultam em choque, que acontece quando um volume crítico de plasma é perdido. Os sinais desse estado são pulso rápido e fraco, diminuição da pressão, extremidades frias, pele pegajosa e agitação. Alguns pacientes podem ainda apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade. O choque tem duração curta, e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas, ou à recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada.

* Com informações do Instituto Oswaldo Cruz, Pfizer

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