O Instituto Nacional de Estatística (INE) ressalta que "as medidas decorrentes da contenção da pandemia tiveram impactos na vida dos cidadãos, onde se inclui a mobilidade e o contato social, pelo que os dados estatísticos relativos aos casamentos celebrados a partir de março de 2020 devem ser lidos neste contexto".

Antes da pandemia, as taxas de casamento já tinham caído drasticamente na maioria dos principais países europeus, resultado da austeridade, crise geracional e a apatia em relação à instituição.

Itália, Portugal e Espanha são os países da União Europeia onde as pessoas se casam menos.

Existem causas culturais e econômicas para esse fenômeno. O casamento se tornou menos importante do ponto de vista religioso e civil, porque muitos jovens vivem juntos sem se casar, mas o casamento também significa celebrar e muitas vezes essa comemoração custa caro.

Um estudo de 2014 constatou que quase metade das pessoas entre 18 e 30 anos na Europa ainda vive com os pais, impedidas de sair de casa devido à falta de emprego, grandes dívidas, como financiamento estudantil, e o aumento dos preços dos imóveis.

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