Com dramaturgia de André Magalhães e do próprio Farjalla, os atores Reynaldo Gianecchini, Tainá Müller, Wilson de Santos, Renata Brás, Fábio Ventura e Tom Karabachian contam no palco uma história não vista nas telas.

O que nos faria repensar o conceito de amor à primeira vista? Em que momento percebemos que uma relação não deu certo ou mesmo procuramos entender os pontos de interesse em desencontro para salvar o essencial ao animal humano: a troca?

Para Reynaldo Gianecchini, o espetáculo propõe uma nova trama atualizada e contada de maneira leve de forma não linear – variando entre presente, passado e alucinação –, permitindo que o espectador “monte seu quebra-cabeças”, encontrando outros significados a partir das próprias experiências.

“Você pode até apagar um amor da mente, mas não pode apagar do coração. O brilho eterno é esse, o que não se apaga. Acredito que esta essência é a maior conexão entre a peça, o filme e o público que irá nos assistir”, resume Gianecchini.

A convicção de que os afetos e os valores passaram por grandes transformações desde o lançamento do filme (2004) também foi um elemento preponderante no processo de criação da peça.

Tainá Müller ressalta que alguns temas da obra original, ainda que tenham marcado o imaginário de uma geração, hoje podem ser discutidos de outra forma, especialmente a representatividade feminina. Para tanto, a peça investe em uma abordagem mais contemporânea e equilibrada entre os protagonistas.

“Era preciso compreender quem são, hoje em dia, esse homem e essa mulher. Além disso, em nossos diálogos, concordamos que a personagem feminina deveria estar em cena mais como ‘sujeito’ e menos como ‘objeto transformador’ do personagem masculino”, relata a atriz.

Jorge Farjalla acrescenta: “Joel e Clementine, personagens originais, servem como referência e espelho para Jesse (Reynaldo Gianecchini) e Celine (Tainá Müller), porque ambos são fascinados pelo filme. Mas a partir daí criamos um novo texto que obviamente traz elementos e o fio condutor do original, mas com outros personagens e situações em torno dos protagonistas”.

O espetáculo sugere uma ruptura de Farjalla com o estilo barroco consagrado em trabalhos recentes como Dorotéia (2017), Senhora dos Afogados (2018) e O Mistério de Irma Vap (2019). Desta vez, ele aprofunda seu olhar sobre o fazer teatral e a teatralidade da cena, colocando-os em primeiro plano.

Esta intenção se manifesta ora com elementos mais realistas, desde a concepção dos figurinos casuais até o jogo proposto entre atores, objetos e adereços, ora envolto em um universo mítico.

“Tenho refletido ultimamente sobre o quanto será importante fazer teatro desta forma, falando sobre amores e dores, com leveza e humor em certos momentos. A pandemia tem nos mostrado diariamente a importância dessas relações para o todo”, conclui Farjalla.

Teatro Procópio Ferreira
Brilho Eterno
Classificação etária: 12 anos
Temporada: de 25 de março a 12 de junho de 2022
Sessões: sextas-feiras, 21h; sábados, 17h e 21h; e domingos, 18h
Duração: 70 minutos
Endereço: R. Augusta 2823, Cerqueira César) – São Paulo/SP
Capacidade: 636 lugares
Informações: (11) 3083-4475
Bilheteria: terça e quarta-feira das 14h às 19h; de quinta a domingo, das 14h até o início do espetáculo. Abertura da casa: 1 hora antes de cada espetáculo.
Preços (válidos para todas as sessões):
Setor 1: R$ 180 | R$ 90 (meia-entrada)
Setor 2: R$ 150 | R$ 75
Setor 3: R$ 70 | R$ 35

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