O Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, um indicador de risco, foi negociado na sexta-feira, dia 19 de julho, em 128 pontos, próxima da taxa do México (115 pontos), país classificado com grau de investimento pelas agências de crédito.

A queda do CDS do Brasil tem sido uma das mais rápidas entre os mercados emergentes. Um ano atrás, a taxa superava 300 pontos.

O progresso na reforma da Previdência e a queda das taxas de juros nos Estados Unidos e na Europa foram apontados como os principais fatores que contribuíram para reduzir o risco-país.

Corte da Selic

A expectativa de que o Banco Central adotará um ciclo agressivo de corte das taxas de juros, talvez na próxima semana, ganhou impulso nesta terça-feira.

  • Economistas do Bank of America Merrill Lynch reduziram a previsão da Selic para 4,75%. Em nota enviada para os clientes, disseram que uma mudança global em direção a uma política mais suave entre os bancos centrais, progresso concreto na aprovação da reforma do sistema brasileiro, inflação estruturalmente fraca e crescimento lento apontam para taxas substancialmente mais baixas.
  • O Goldman Sachs acredita que o ciclo de flexibilização começará na próxima semana.
  • O economista-chefe para mercados emergentes William Jackson da Capital Economics entende que a inflação acumulada dos últimos 12 meses assegura um corte da taxa Selic na próxima semana. Os mercados estariam precificando corte entre 25 pontos-base e 50 pontos-base.
  • O Itaú estima o corte da Selic em 150 pontos-base, em três reduções de 0,5 ponto cada. A Selic terminaria 2019 e seria mantida ao longo de 2020 em 5%. “Um não corte representa uma diferença muito grande do que está nos preços. Seria uma decepção para o mercado”, disse Fernando Gonçalves à Reuters.

* Com informações do jornal O Estado de São Paulo e agência Reuters.