“Nos próximos dois, três meses teremos US$ 3 bilhões de dólares para entrar em investimentos, para ajudar no coronavírus, para investimentos em infraestrutura”, disse o Ministro da Economia Paulo Guedes nesta quarta-feira (18).

O anúncio da liberação de novos empréstimos do NDB ao Brasil ocorre no dia seguinte a uma reunião virtual dos cinco chefes de estado do BRICS.

Em julho, o New Development Bank concedeu empréstimo de US$ 1 bilhão ao governo federal, com a carteira brasileira de projetos aprovados pelo NDB saltando para US$ 2,6 bilhões e perspectiva de "crescer ainda mais neste ano", porque o banco tinha, em análise, sete projetos com potencial de aprovação até o final de 2020, o que significaria mais US$ 2 bilhões em aprovações.

Não está claro qual a moeda dos financiamentos do NDB aos projetos brasileiros.

A sede do banco funciona desde 2015 em Xangai, na China, e desde o ano passado há representação no Brasil, o chamado Escritório Regional das Américas.

A direção do NDB tem procurado fazer negócios com a iniciativa privada, que não envolvem risco soberano. O foco da instituição financeira do BRICS é fomentar projetos de longo prazo em infraestrutura e desenvolvimento sustentável. Para ter acesso aos financiamentos, governos nos três níveis e organizações privadas devem submeter os projetos à análise do corpo de diretores do banco.

Risco soberano

Fonte/arte: Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF Nov/2020) da Instituição Fiscal Independente (IFI)
Fonte/arte: Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF Nov/2020) da Instituição Fiscal Independente (IFI)

A agência de classificação de risco Fitch manteve negativa a perspectiva da nota da dívida pública brasileira. Atualmente, a agência atribui nota BB- para o Brasil, três níveis abaixo do grau de investimento.

Em comunicado, a Fitch destacou os riscos de colapso do teto federal de gastos por causa de contínuas pressões para elevar as despesas da União e o encurtamento do prazo médio da dívida pública federal.

“A perspectiva negativa reflete a severa deterioração do déficit fiscal do Brasil e do fardo da dívida pública durante 2020 e a incerteza persistente quanto às perspectivas de consolidação fiscal, incluindo a sustentabilidade do teto de gastos de 2016, dadas as contínuas pressões sobre os gastos”, avaliou a Fitch.

Fonte/arte: Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF Nov/2020) da Instituição Fiscal Independente (IFI)
Fonte/arte: Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF Nov/2020) da Instituição Fiscal Independente (IFI)

* Com informações da Agência Brasil, Instituição Fiscal Independente (IFI)

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