“A chave já virou, nós estamos tendo recuperação em todos os indicadores e merecemos uma reclassificação da nota de risco pelas agências de rating. Eu não tenho dúvida de que nós estamos caminhando na direção do grau de investimento”, destacou o ministro, para uma plateia formada por oficiais superiores, na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

O ministro citou como exemplos favoráveis a aprovação da reforma da Previdência na Câmara e as novas concessões na área  de infraestrutura (portos, aeroportos, ferrovias e rodovias). Segundo ele, tudo isso deverá atrair mais recursos estrangeiros para o país.

No setor ferroviário, por exemplo, deverá haver um aumento expressivo no volume de cargas transportadas nos próximos anos. O ministro apontou  projetos e investimentos no transporte sobre trilhos que deverão unir o país de ponta a ponta, com a integração entre malhas ferroviárias já existentes e outras em construção. Esses projetos deverão possibilitar o escoamento da produção agrícola, industrial e mineral, com maior  rapidez e menores custos.

“É um aumento de capacidade que vai elevar a participação do modal  ferroviário no Brasil dos atuais 15% para a 30% em oito anos. E aí a gente vai reequilibrando a matriz de transportes, proporcionando oferta e jogando o frete para baixo”, destacou.

Tarcísio Gomes lembrou a  recente concessão de dois trechos da Ferrovia Norte-Sul, entre Porto Nacional (TO) e Estrela D´Oeste (SP), vencida pelo grupo Rumo. A ferrovia vai ligar o Porto de Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos, em São Paulo, formando a espinha dorsal da malha ferroviária brasileira, que futuramente conectará Rio Grande (RS) a Belém (PA).

O ministro também abordou os investimentos que vão ocorrer a partir dos leilões de campos de petróleo, da entrada de novas companhias  aéreas, e das concessões no sistema de cabotagem. Essa navegação interna e pela costa, hoje restrita a empresas brasileiras, deverá ser aberta a grupos internacionais no futuro.