A expectativa do  Ministro da Saúde Marcelo Queiroga é que a população acima de 18 anos tenha sido inoculada com uma dose de um imunizante até setembro.

Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, na segunda-feira (21), Queiroga falou sobre a possibilidade de uma terceira dose para o imunizante CoronaVac. Segundo o Ministro, não há evidências científicas sobre a necessidade de reforço.

“A evolução da evidência científica progride. Não se pode querer uma ciência self-service – para o que a gente quer usa a evidência, para o que não quer não usa. Temos trabalhado fortemente, em parceria com universidades, com pesquisadores, e a questão da vacina para 2022 já é a ordem do dia”, ressaltou.

No Brasil, até o momento foram administradas doses das vacinas covid da Sinovac (59%), AstraZeneca (38%) e Pfizer/BioNTech (3%).

Ontem (22), o New York Times abordou a ineficácia das vacinas chinesas contra o vírus da covid-19 no artigo They Relied on Chinese Vaccines. Now They’re Battling Outbreaks.

"A Mongólia prometeu ao seu povo um 'verão sem Covid'. Bahrain disse que haveria um 'retorno à vida normal'. A minúscula nação insular das Seychelles pretendia impulsionar sua economia", lembra o jornal.

"Agora, exemplos de vários países sugerem que as vacinas chinesas podem não ser muito eficazes na prevenção da propagação do vírus, particularmente as novas variantes. As experiências desses países revelam uma dura realidade diante de um mundo pós-pandêmico: o grau de recuperação pode depender das vacinas que os governos administram ao seu povo".

O governo do Chile estuda a possibilidade de distribuir uma terceira dose de reforço, anunciou o presidente chileno, em meio a dúvidas sobre a efetividade do imunizante CoronaVac. Apesar de 75% da população imunizada com uma dose e 60% com duas doses, a segunda maior taxa de vacinação do mundo, o Chile decretou o terceiro lockdown total em Santiago a partir do sábado (12).

Na segunda-feira (21), Shao Yiming, epidemiologista do Centro Chinês para Controle e Prevenção de Doenças, disse que a China precisava vacinar totalmente 80 a 85 por cento de sua população para obter imunidade coletiva, revisando uma estimativa oficial anterior de 70 por cento, destacou o NYT.

População-alvo vacinada.contra coronavírus da covid-19. Fonte: Statista (22/06/2021)
População-alvo vacinada.contra coronavírus da covid-19. Fonte: Statista (22/06/2021)

Atualização 17/07

Vacina da Pfizer produz 10 vezes mais anticorpos que a CoronaVac

De acordo com o estudo Comparative immunogenicity of mRNA and inactivated vaccines against COVID-19, divulgado na quinta-feira (15), os níveis de anticorpos entre os profissionais de saúde de Hong Kong que foram totalmente vacinados com o imunizante Camirnaty (Pfizer/BioNTech) são cerca de 10 vezes maiores do que aqueles observados nos recipientes da vacina CoronaVac (Sinovac).

“A diferença nas concentrações de anticorpos neutralizantes identificados em nosso estudo pode se traduzir em diferenças substanciais na efetividade da vacina”, escreveram os pesquisadores.

Atualização 31/07/2021

De acordo com o balanço divulgado no sábado (31) pelo Ministério da Saúde, o Brasil atingiu a marca de 100 milhões de pessoas vacinadas, com 60 milhões vacinadas parcialmente com a primeira dose de um imunizante de proteção contra a covid-19 de regime de dose dupla, e 40 milhões totalmente vacinadas.

O público-alvo é formado por 160 milhões de pessoas maiores de 18 anos.

Segundo dados do Ministério, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) já distribuiu em todo o País cerca de 185 milhões de doses de imunizantes:

  • AstraZeneca (86,5 milhões de doses)
  • Coronavac (69,5 milhões)
  • Pfizer/BioNTech (23,6 milhões)
  • Janssen/Johnson&Johnson (4,7 milhões)

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