O Primeiro-Ministro britânico declarou que se trata de um "momento fantástico", que "cumpre finalmente o resultado do referendo de 2016 e termina com demasiados anos de discussões e divisões".

“Agora podemos avançar como um país - com um governo focado em oferecer melhores serviços públicos, mais oportunidades e liberar o potencial de todos os cantos do nosso brilhante Reino Unido, enquanto construímos um novo e forte relacionamento com a UE como amigos e iguais soberanos", disse Johnson.

No início da manhã, o documento atravessou o canal em um trem Eurostar, tendo sido assinado em uma cerimônia discreta em Bruxelas por Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia, e o ex-primeiro-ministro belga Charles Michel, Presidente do Conselho Europeu.

Após assinar, Michel disse que "as coisas mudarão inevitavelmente, mas nossa amizade permanecerá. Começamos um novo capítulo como parceiros e aliados".

O acordo foi aprovado pela Câmara dos Comuns no começo deste mês e recebeu o selo real na quinta-feira (23). O consentimento da Rainha Elizabeth II chegou logo após o projeto ter concluído a sua passagem pelo Parlamento britânico, obtendo a aprovação da Câmara dos Lordes.

Espera-se que o Parlamento Europeu vote a ratificação do acordo em 29 de janeiro, antes da saída do Reino Unido da UE em 31 de janeiro. No período de transição de 11 meses o país continuará a seguir as regras da UE.

O acordo protege os direitos de residência dos cidadãos europeus e britânicos, estabelece uma compensação financeira a ser paga pelo Reino Unido e introduz um protocolo para evitar uma fronteira física na Irlanda do Norte.

A saída do Reino Unidos do bloco europeu encerra um processo que custou os cargos dos primeiro-ministros David Cameron e Theresa May, que não foram capazes de fechar o acordo de retirada.

* Com informações The Telegraph, BBC, The Independent

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