Com a continuidade dos efeitos das respostas à pandemia sobre a economia brasileira, o BNDES decidiu oferecer novamente a possibilidade de micro e pequenas empresas (PMEs) suspenderem o pagamento das parcelas de seus financiamentos.

“As micro e pequenas empresas poderão contar com esse alívio no caixa e, com isso, acreditamos aumentar as chances de elas superarem a crise e manterem empregos", explica Bruno Laskowski, Diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto.

As operações dessa modalidade de crédito, contratadas em Taxa de Longo Prazo (TLP), poderão ter o prazo final prorrogado por até 18 meses.

Não estão incluídos nessa possibilidade os empréstimos tomados na modalidade do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (PEAC) ou quaisquer outros que contam com algum fundo garantidor ou subvenção econômica; aqueles tomados para negócios envolvendo comércio exterior ou contratados pela administração pública; e dívidas agrícolas já renegociadas.

A suspensão das prestações deverá ser negociada pelo empreendedor diretamente com o agente financeiro que lhe concedeu o financiamento original. Os pedidos já podem ser feitos a partir desta sexta-feira (30).

Estima-se que mais de 100 mil empresas possam ter pagamentos suspensos, em valor potencial de R$ 2,9 bilhões.

Em 2020, a prática de suspensão de pagamentos, conhecida no mercado como standstill, contou com duas rodadas, totalizando R$ 3,1 bilhões em pagamentos de financiamentos indiretos automáticos suspensos, beneficiando quase 29 mil empresas com 2,5 milhões de trabalhadores.

* Com informações da Agência BNDES de Notícias

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