Segundo Paul Clay, diretor do Manchester International Festival, que produz a mostra, Björk Digital começou a ser exibida em Sidney, na Austrália, em 2016, e já percorreu 14 países. No Brasil, passou por São Paulo, onde foi vista por mais de 28 mil pessoas no Museu da Imagem e do Som (MIS), e pelo CCBB de Brasília, com um público de mais de 48 mil pessoas.

A exposição destaca a relação de Björk com a tecnologia, onde o público assiste os vídeos por meio de visores de realidade virtual.

"A realidade virtual não é apenas uma continuidade natural do videoclipe, mas tem um potencial dramatúrgico ainda mais íntimo, ideal para esta jornada emocional", avalia a artista de 54 anos.

Segundo Chiara Michieletto, assessora de Björk, a intimidade proposta pela artistacom o uso da realidade virtual está em sintonia com o álbum Vulnicura, que quer dizer cura das feridas.

“Para ela, pareceu completamente natural usar essa tecnologia para compartilhar emoções e temas tão pessoais. Esse álbum é um dos seus mais íntimos. Fala do rompimento de uma relação amorosa”, explicou.

A primeira parte da mostra é composta por quatro seções e traz seis vídeos em tecnologia imersiva das faixas do álbum Vulnicura (2015):  Stonemilker, Black Lake, Mouth Mantra, Quicksand, Family e Notget.

Já uma sala de cinema exibe os videoclipes da cantora dirigidos por cineastas e artistas como Michel Gondry, Chris Cunningham e Nick Knight, entre outros, incluindo materiais mais recentes, do álbum Utopia, de 2017.

No térreo do CCBB, o projeto educativo Biophilia, mesmo nome do álbum de 2011 da cantora, pode ser explorado com tablets.

Após a exibição no Rio de Janeiro a mostra seguirá para o CCBB de Belo Horizonte.

Centro Cultural Banco do Brasil - Rio
Exposição Björk Digital
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 - Centro, Rio de Janeiro/RJ
Data: 11 de março a 18 de maio de 2020
Horário: quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Entrada grátis

* Com informações da Agência Brasil

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