O presidente da Caixa, Pedro Guimarães explicou que a nova linha utilizará o IPCA no lugar da Taxa Referencial (TR), definida pelo Banco Central e considerada por Guimarães de baixa  previsibilidade.

A nova linha traz uma taxa de 4,95% do valor financiado mais correção do IPCA. A porcentagem pode chegar a 2,95% do valor financiado para  quem tem melhores relações com a CEF. Os valores serão corrigidos mensalmente, prestação a prestação, conforme o IPCA mais  recente.

Já a linha de financiamento praticada atualmente traz correção pela TR mais 9,75% do valor financiado. Essa taxa pode cair para até 8,5% para clientes com boas relações com o banco.

Caso o cliente não queira financiar com base no IPCA, temendo a volta da inflação no futuro, ele poderá optar pela linha atual. “Se o cliente tiver esse receio, ele pode continuar com TR.  Exatamente por causa disso, um componente do IPCA mais volátil, que a  gente reduziu tanto, para 4,95%”, disse o presidente da Caixa.

O presidente Jair Bolsonaro participou do evento e disse que a medida  é um ganho para a sociedade como um todo, tanto para quem vai comprar,  quanto para os setores imobiliário e da construção. “Isso é muito  bem-vindo. E a sociedade toda ganha, todo mundo ganha. Vamos, na medida  do possível, dando sinais que queremos fazer um Brasil melhor para  todos”.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção  (CBIC), José Carlos Martins, a medida deverá favorecer o mercado. “A  transferência do indexador da prestação do crédito imobiliário – da TR  [Taxa Referencial], que não tem a confiança dos investidores, para o  Índice de Preços [IPCA]– deve favorecer o mercado. [...] A atualização  por Índice de Preços estimula o apetite para esses agentes [financeiros]  comprarem os papéis”, disse Martins, em nota.

Para Martins, a medida estimulará a concorrência, trará dinheiro novo  e abrirá caminho para que os custos para o crédito imobiliário  diminuam. “O consumidor final vai poder pagar menos em prestações, pois a  economia brasileira vai ter um mercado real em vez de um ‘mercado de  apostas'”, disse.

Banco do Brasil

No mesmo dia em que a Caixa Econômica anunciou crédito habitacional corrigido pelo IPCA, o Banco do Brasil (BB) passou a oferecer financiamentos imobiliários com juros diferenciados conforme o prazo de operação.

Modalidade inédita no Brasil, esse tipo de crédito, segundo o BB, busca atender à demanda por financiamentos mais curtos com taxas mais baixas.

Válido para as linhas do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e para a Carteira Hipotecária (CH), o novo sistema caracteriza-se pela diminuição dos juros quanto mais curto for o prazo. As operações de 60  meses (cinco anos) terão taxa a partir de 7,99% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). Os financiamentos de 359 a 418 meses (29 anos e 11 meses a 34  anos e 10 meses) cobrarão juros a partir de 8,45% ao ano mais TR.

Nas linhas SFH e CH, o cliente têm carência de até seis meses para pagar a primeira prestação e a possibilidade de pular a parcela um mês por ano. A simulação com as novas taxas por prazo pode ser realizada na página www.bb.com.br/imoveis.

Confira as novas faixas de prazo dos financiamentos imobiliários do BB:

  • 60 meses: a partir de 7,99% a.a. + TR
  • De 61 a 118 meses: 8,05% a.a. + TR
  • De 119 a 178 meses: 8,10% a.a. + TR
  • De 179 a 238 meses: 8,15% a.a.+ TR
  • De 239 a 298 meses: 8,24% a.a. +TR
  • De 299 a 358 meses: 8,29% a.a. +TR
  • De 359 a 418 meses: 8,45% a.a. + TR