No teste de estresse, o BC simula o quanto uma situação de severa inadimplência e de corrida aos bancos impacta o cumprimento dos limites regulatórios mínimos pelas instituições financeiras e quanto a autoridade monetária precisaria aportar ao sistema financeiro.

Segundo o novo Relatório de Estabilidade Financeira (REF), divulgado nesta quarta-feira (15), o BC teria de aportar R$ 35 bilhões ao sistema financeiro na simulação do pior cenário da pandemia, cerca de 3,5% do total do patrimônio de referência do Sistema Financeiro Nacional.

Em maio, a simulação utilizou projeções sobre a evolução de casos e da atividade econômica e indicou a necessidade de aportar R$ 70 bilhões no pior cenário.

O novo teste do BC considerou dados observados ao longo da pandemia.

Na avaliação do Banco Central, a melhoria dos fluxos de recebimento de vários setores da economia até agosto contribuiu para a redução do impacto da pandemia depois da queda acentuada registrada em abril e maio.

Entre as diversas medidas tomadas pelo Governo Federal nos últimos meses, a autoridade monetária destacou a injeção de R$ 1,2 trilhão na economia e a postergação de pagamentos de impostos e de dívidas, o que ajudou a manter o fluxo de crédito para a economia real e garantiu o funcionamento do mercado.

Mesmo nas simulações de cenários severos, o BC considera que o Sistema Financeiro Nacional está bem capitalizado, provisionado e com liquidez adequada para enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

“Os mercados financeiros funcionaram adequadamente, e o balanço do sistema bancário cresceu consideravelmente no primeiro semestre de 2020, com elevado volume de captações e suprimento de crédito para a economia real no ritmo mais acelerado dos últimos cinco anos”, destacou o relatório.

* Com informações do Banco Central, Agência Brasil

Veja também: