O programa Auxílio Brasil substituiu o Bolsa Família, extinto no ano passado, e teve suas primeiras parcelas mensais pagas aos beneficiários em 2022 a partir de ontem (18).

“Como a gente não sabe quanto cada brasileiro vai receber, porque depende de outras variáveis, a gente fez a conta por baixo. Como o benefício mínimo é de R$ 400 pago a 17,5 milhões de famílias, durante 12 meses, isso perfaz R$ 84 bilhões”, calculou o economista da CNC Fabio Bentes, em entrevista à Agência Brasil.

A estimativa da CNC é que 70% do montante se destinará ao consumo imediato, mas não ao consumismo, gerando um acréscimo de 1% a 1,5% no faturamento anual do varejo nacional.

“Há necessidades de curtíssimo prazo, por conta da pandemia e da letargia da economia, e as famílias vão ter que fazer frente a esses gastos com alimentação, com medicamentos, serviços do dia a dia, transportes”, afirmou Bente.

Endividamento

Segundo o Banco Central, as famílias brasileiras estão comprometendo quase 60% da renda média anual com parcelas de dívidas de todo tipo, um recorde na série histórica do banco.

Quando desconsiderados os financiamentos imobiliários, o endividamento cai para 37% – até julho de 2020, nunca tinha passado de 30%.

* Com informações da Agência Brasil

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