As autoridades austríacas vinham indicando o abandono da medida desde que anunciaram o relaxamento do "Apartheid Corona" do país contra os "não vacinados" em fevereiro, mas agora confirmaram a suspensão do regime por não ser "proporcional" à ameaça representada pela variante Ômicron.

Karoline Edtstadler, que atua como Ministra Constitucional da Áustria, explicou que a medida estava sendo suspensa "porque há muitos argumentos de que a invasão dos direitos fundamentais não se justifica".

No entanto, embora a vacinação forçada possa ter desaparecido por enquanto, tanto Edstadler quanto o Ministro da Saúde Johannes Rauch enfatizaram que o ato autoritário não foi revogado, e poderá ser imposto a qualquer momento caso o governo entenda necessário.

Em novembro do ano passado, a Áustria foi um dos primeiros países europeus a ameaçar sua população com um mandato de vacina, dizendo aos residentes para ser vacinarem ou enfrentarem consequências legais .

As medidas que forçavam a imunização com vacinais experimentais, foram introduzidas oficialmente no início de fevereiro, embora as penalidades por infringir as novas regras não deveriam ser aplicadas até meados deste mês.

Apesar das ameaças, o regime de vacinação forçada não levou a um efeito positivo.

O Kronen Zeitung, o maior jornal da Áustria, disse em fevereiro que a vacinação aparentemente diminuiu na capital do país, Viena, com a introdução da medida.

Já a revista semanal alemã Der Spiegel, disse que a vacinação forçada "praticamente não teve efeito na Áustria", relatando que apenas 26.000 indivíduos foram vacinados no país desde o início de fevereiro.

De fato, dados do Ministério da Saúde do país sugerem que pouco menos de um milhão de pessoas permanecem não vacinadas em desafio à ordem do governo, cerca de 13% da população de língua alemã do país.

Ao mesmo tempo, os protestos continuaram a ocorrer em todo o país, com milhares de pessoas tomando as ruas para exigir que a medida fosse suprimida, apesar da forte repressão das autoridades.

A Áustria também foi palco de pelo menos uma manifestação que espelhou o movimento canadense Freedom Convoy, com um comboio de veículos ocupando o centro de Viena no mês passado, apesar do protesto ter sido considerado ilegal.

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