A Região de Barents, também chamada de Região Euro-Ártica, consiste nas partes mais setentrionais da Noruega, Suécia, Finlândia e noroeste da Rússia. Sua área terrestre compreende 1,75 milhões de km², dos quais cerca de 75% estão localizados na Rússia. Nenhuma outra parte da Europa, e raras regiões no planeta, são igualmente ricas em florestas, peixes, minerais, petróleo e gás.

Mapa da região de Barents (cinza escuro), consistindo no norte da Noruega, Suécia, Finlândia e noroeste da Rússia.
Mapa da Região de Barents (cinza escuro), consistindo no norte da Noruega, Suécia, Finlândia e noroeste da Rússia. A região tem mais de cinco milhões de habitantes, incluindo os povos indígenas Sami, em todos os quatro países, e Nenets e Veps, na parte russa. Fonte: Ecology and Society

Maria Zakharova chamou a atenção para a assinatura do acordo atualizado de cooperação militar entre os EUA e a Noruega, ocorrido em 16 de abril.

“O novo documento, que concede a Washington o direito de utilizar as chamadas áreas negociadas – estabelecidas nas instalações militares norueguesas – para o desdobramento de suas forças, para exercícios militares, para manutenção de veículos e assim por diante, está sendo apresentado pelas autoridades norueguesas como um importante contribuição para o fortalecimento dos laços com o seu principal aliado da OTAN”, observou.

"Não é novidade que Oslo vê com entusiasmo todos os passos dos EUA para fortalecer sua presença militar no reino", disse. "Todas as vezes, assim como neste caso, a liderança política da Noruega reafirma à sociedade que o aumento da presença militar dos EUA em seu território é normal e reitera sua adesão à política de base que proíbe a implantação de bases militares estrangeiras em seu território em tempos de paz".

Simultaneamente, as autoridades norueguesas afirmam que essas ações "não devem causar uma reação negativa na Rússia, porque são abertas e previsíveis".

"Este não é o caso. Vemos agora mais um exemplo da abolição gradual da política de autorrestrição de Oslo, que se alinha com o crescente potencial militar nacional", disse Zakharova.

"Gostaria de lembrar que, desde que o atual Gabinete assumiu em 2013, as despesas de defesa da Noruega aumentaram 30%. Também vemos tentativas ativas de puxar a OTAN para o Ártico".

"Vemos essa atividade, especialmente na proximidade direta das fronteiras russas, como um movimento intencional de Oslo ao longo do caminho da escalada das tensões na região euro-ártica e da destruição dos acordos russo-noruegueses", disse a porta-voz.

Em resposta ao avanço da OTAN (em azul), em setembro de 2018 a Rússia mobilizou 300 mil soldados e contingentes da China e da Mongólia no maior exercício militar desde 1981
Em resposta ao avanço da OTAN (em azul), em setembro de 2018 a Rússia mobilizou 300 mil soldados e contingentes da China e da Mongólia no maior exercício militar desde 1981.

"Sublinho, esta não é nossa escolha. A Rússia permanece aberta a um diálogo igual e construtivo sobre o fortalecimento da confiança e da segurança na região, e dissemos isso repetidamente ao lado norueguês".

* Com informações da Tass

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