Atualização 14/12 - Cientistas do Instituto Gamaleya, em Moscou, anunciaram nesta segunda-feira (14) que 17.032 voluntários receberam duas doses da vacina covid Sputnik V, enquanto 5.682 receberam um placebo. Dos 78 infectados durante o ensaio clínico, 62 receberam placebo e 16 foram imunizados com a vacina, sugerindo eficácia de 91,4%. Segundo os dados, ainda não publicados, os casos graves da doença ocorreram em 20 participantes, nenhum deles vacinado.
Atualização 17/12 - O Presidente da Rússia Vladimir Putin expressou confiança, em sua coletiva de imprensa anual nesta quinta-feira (17), de que a cooperação com a AstraZeneca produzirá um bom resultado.

“Nossos colegas estrangeiros, graças a Deus, também voltaram o rosto para nós e estão prontos para cooperação em algumas questões em que fracassaram. A empresa sueco-britânica AstraZeneca está pronta para trabalhar conosco e está assinando um acordo agora. Isso é muito bom, ficamos muito contentes quando especialistas de tão alto nível  – e esta é uma grande e boa empresa, que é internacionalmente conhecida – unem seus esforços, inclusive com parceiros russos. Tenho certeza que será muito bom resultado para nossos cidadãos e para o resto do mundo", disse Putin.
Atualização 15/02 -   A Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças (KDCA) anunciou nesta segunda-feira (15) que não administrará a vacina da AstraZeneca / Oxford em indivíduos com mais de 65 anos devido à falta de dados.

A decisão marca uma reversão da declaração da semana passada do Vice-Ministro da Saúde sul-coreano Kim Gang-lip, que disse que maiores de 65 anos receberiam a vacina da AstraZeneca, a primeira a ser aprovada no país. A incapacidade de ser usada em maiores de 65 anos leva o programa de vacinação sul-coreano ao caos, já que profissionais de saúde e residentes idosos são os primeiros na fila.

Recentemente, Áustria e Portugal também decidiram não administrar a vacina da AstraZeneca / Oxford em pessoas com mais de 65 anos, somando 11 países (Suiça, África do Sul, Eswatini [Suazilândia], Polônia, Suécia, Alemanha, França, Itália, Áustria, Portugal e Coreia do Sul) com restrição total ou parcial ao uso do imunizante britânico.

O acordo, revelado na manhã desta sexta-feira (11), ocorre depois que cientistas russos propuseram à AstraZeneca experimentar usar dois tipos diferentes de vetores virais, em vez de aplicar duas doses utilizando o mesmo adenovírus.

Segundo os pesquisadores do Instituto Gamaleya, “combinações de diferentes vacinas covid-19 podem ser um passo importante na geração de proteção mais ampla por meio de uma resposta imune mais forte e melhor acessibilidade”.

Para o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), que financiou a pesquisa, o acordo é um "exemplo da abordagem pró-ativa da Rússia, que está pronta para compartilhar vetores da Sputnik V com aqueles que desejam produzir vacinas usando a tecnologia de dois vetores".

“Este exemplo único de cooperação entre cientistas de diferentes países no combate conjunto ao coronavírus terá um papel decisivo na conquista da vitória final sobre a pandemia global”, disse Kirill Dmitriev, CEO do fundo soberano russo. “A decisão da AstraZeneca de realizar testes clínicos usando um dos dois vetores da Sputnik V para aumentar a eficácia de sua própria vacina é um passo importante para unir esforços na luta contra a pandemia”.

"Saudamos o início desta nova etapa de cooperação entre os produtores de vacinas. Estamos determinados a desenvolver essa parceria no futuro e a iniciar a produção conjunta depois que a nova vacina demonstrar sua eficácia no decorrer dos testes clínicos. Esperamos que outros produtores de vacinas sigam nosso exemplo”, disse Dmitriev.

Os desenvolvedores da Sputnik V ainda não publicaram resultados dos ensaios clínicos, mas relataram eficácia acima de 90% após 21 dias da segunda dose.

A AstraZeneca iniciará os testes clínicos de sua vacina AZD1222 (adenovírus de macaco) em combinação com o vetor adenoviral humano tipo Ad26 da Sputnik V até o final de 2020.

Atualização 28/01 - A comissão de especialistas em vacinas do Robert Koch Institute, agência do governo federal alemão responsável pelo controle e prevenção de doenças, recomendou que o imunizante da AstraZeneca deve ser dado apenas a pessoas com idades entre 18 e 64 anos.

"Atualmente, não há dados suficientes disponíveis para avaliar a eficácia da vacina a partir dos 65 anos de idade", disse a Standing Vaccine Commission na resolução disponibilizada pelo ministério da saúde alemão na quinta-feira (28).

O CEO da AstraZeneca, Pascal Soirot, reconheceu anteriormente que restrições em termos demográficos adequados para a vacina era uma possibilidade.

Atualização 29/01 - Emmanuel Macron afirmou que a vacina da AstraZeneca é praticamente ineficaz em pessoas com mais de 65 anos, após a Agência Europeia de Medicamentos ter recomendado o uso emergencial em adultos – incluindo os maiores de 65 anos.

“O verdadeiro problema com a AstraZeneca é que não funciona como esperado", disse o Presidente da França. "Hoje, tudo sugere que é quase ineficaz para quem tem mais de 65 anos – e alguns dizem quem tem mais de 60".

A maioria das pessoas hospitalizadas com covid-19 tem mais de 65 anos – é o grupo de maior risco de morte.

Atualização 29/01 - A comissão de vacinas da Alemanha manteve na sexta-feira (29) sua recomendação contra o uso da vacina da AstraZeneca em pessoas mais velhas, apesar da decisão do regulador da UE de autorizá-la para todos os adultos do bloco com mais de 18 anos.

* Com informações do Russian Direct Investment Fund (RDIF), TASS

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