Fernández confirmou a negociação em postagem em rede social.

"Como indiquei em entrevista jornalística, de fato o Estado Nacional tem a possibilidade de adquirir, entre dezembro e janeiro, 25 milhões de vacinas Sputnik V desenvolvidas pelo Instituto Gamaleya da Rússia".

O Presidente da Argentina disse que também será imunizado com a vacina russa, mas somente depois que ela for disponibilizada ao povo argentino, acrescentando que não seria justo quando o cidadão comum ainda não tem essa oportunidade.

"Tenho duas amostras que me foram enviadas da Rússia, mas acho que não é justo ser vacinado enquanto outros argentinos não podem fazê-lo", disse.

A assessora presidencial Cecilia Nicolini, que viajou a Moscou para negociar a compra da vacina, disse que a vacinação será gratuita para todos os cidadãos argentinos.

Com 44 milhões de habitantes, a Argentina totaliza quase 1,2 milhão de casos de covid-19 e mais de 31 mil mortes desde o início da pandemia em março.

A vacina destinada à Argentina será produzida na Índia, China, Coreia do Sul e "alguns outros países", disse a jornalistas Kirill Dmitriev, CEO do Fundo de Investimento Direto da Rússia (RDIF) –  o fundo soberano que financiou a vacina.

"Saudamos os acordos entre os dois países sobre o fornecimento da vacina Sputnik V, bem como os apelos do presidente argentino Alberto Fernandez para não politizar o tema coronavírus e a compra de medicamentos para sua prevenção", afirmou Dmitriev.

O RDIF entrou com pedido para incluir a Sputnik V no programa de Listagem de Uso de Emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS), para a pré-qualificação e registro da Sputnik V, que a tornará disponível globalmente.

“A Federação Russa foi a primeira no mundo a registrar uma vacina contra o coronavírus: Sputnik V, que foi criada em uma plataforma segura, eficaz e bem estudada de vetores adenovirais humanos”, disse Dmitriev, destacando que a aprovação da OMS permitirá que "seja incluída na lista de produtos médicos que atendem aos principais padrões de qualidade, segurança e eficácia".

Kirill Dmitriev afirmou nesta sexta-feira (6) que a "Rússia está aberta à cooperação no campo da segurança epidemiológica com absolutamente todos os países".

* Com informações do RT

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