A Agência Nacional de Vigilância Nacional divulgou nesta sexta-feira (9) o Comunicado GGMON 007/2021, datado de 2 de julho, notificando a ocorrência de casos de miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e pericardite (inflamação do tecido ao redor do coração) relacionados às vacinas de mRNA dos laboratórios Pfizer/BioNTech e Moderna.

A Anvisa relata que uma análise da agência reguladora norte-americana (Food and Drug Administration – FDA) "sugere riscos aumentados de ocorrência de miocardite e pericardite, particularmente após a segunda dose das vacinas".

Os sintomas – dor no peito, falta de ar, palpitações ou alterações de batimentos cardíacos – surgem alguns dias após a vacinação.

Até o momento, não há registro de casos dessas complicações pós-vacinação no Brasil. A situação indica a necessidade de uma maior atenção para o adequado diagnóstico, tratamento e notificação dos efeitos adversos da vacina.

"A identificação precoce de sintomas e a adoção de tratamento oportuno são aspectos fundamentais para uma melhor evolução clínica de pacientes com quadro de miocardite e pericardite", diz o comunicado.

A Anvisa recomenda aos profissionais de saúde que fiquem atentos e perguntem às pessoas que apresentarem sintomas se elas foram vacinadas, especialmente com a vacina da Pfizer/BioNTech.

Aos vacinados com o imunizante da Pfizer, a Anvisa orienta que procurem assistência médica imediata se sentirem dor no peito, falta de ar ou palpitações.

Desde abril, casos de miocardite e pericardite tem sido relatados nos Estados Unidos após a vacinação com imunizantes da Pfizer/BioNTech e Moderna.

Até o dia 1º de julho, a Anvisa não havia recebido registros de casos suspeitos de miocardite ou pericardite relacionados à vacina da Pfizer.

A Anvisa solicitou à Wyeth/Pfizer a alteração da bula do produto, incluindo a miocardite e a pericardite na seção de advertências e precauções.

Em reunião com representantes da Pfizer e do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a Gerência de Farmacovigilância da Anvisa solicitou que a farmacêutica adote medidas para divulgação dos eventos adversos para verificação de ocorrências no Brasil.

Além da monitorização das notificações e dos alertas internacionais, a área se reuniu com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) no dia 22 de junho de 2021, a fim de definir estratégias para a sensibilização dos especialistas em cardiologia para o diagnóstico e notificação dos casos à Agência.

* Com informações da Agência Nacional de Vigilância Nacional (Anvisa)

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