O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros dos Santos, disse hoje (13), em Florianópolis, que até o final deste mês deverá ser definido o modelo de participação da Usina de Angra 3.

Santos participou nesta terça-feira de um workshop promovido  pela Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e  Inovação (Abpti) em Florianópolis.

Em entrevista à Agência Brasil após palestra no  evento, o secretário disse que a previsão é que Angra 3 esteja concluída  em 2026. “Foi definido o preço de referência, preço que acho que é  atrativo para a competição na disputa dos participantes. Acho que até o  final de agosto a gente define a modelagem da participação da iniciativa  privada. Em seguida, tem a competição, de tal sorte que possamos, em  meados de 2020, começar efetivamente a retomada da obra e concluí-la,  definitivamente, em janeiro de 2026”, disse.

Confiabilidade energética

O secretário explicou que a obra é importante para dar confiabilidade energética para a Região Sudeste do país. “[Angra 3] é  uma usina cuja localização é importante porque está no centro de cargas  [da região] do Sudeste. É uma usina de geração de energia limpa. Uma  usina em que a produção de energia e o fator de capacidade é da ordem  99%, com alta confiabilidade. Isso significa dizer uma geração mais  próxima da carga, com redução de custos de transmissão e de perda”,  disse.

Santos disse que também é importante em relação a Angra 3 é que a  usina utiliza combustível nacional. “Não temos dependência de variação  de políticas externas porque é um combustível nacional disponível e isso  faz com que tenhamos uma indústria mais competitiva. E quando se  desenvolve a indústria nuclear, você traz não só atributo para a geração  de energia mas a perspectiva de continuar com o país na vanguarda que  queremos”, disse, ressaltando que a tecnologia nuclear é desenvolvida  também nas áreas de medicina e agricultura, por exemplo.

Segundo informações da Eletronuclear, quando entrar em operação  comercial, a usina de Angra 3 terá potência de 1.405 megawatts, com  capacidade de gerar mais de 12 milhões de megawatts-hora por ano,  energia que seria suficiente para abastecer as cidades de Brasília e  Belo Horizonte durante o mesmo período.