A American Airlines, tentando atrair viajantes nervosos de volta aos seus voos, desde abril prometia deixar desocupados até metade dos assentos do meio na classe econômica, permitindo aos passageiros um pouco de distanciamento social.

Contudo, a American nunca parou oficialmente de vender assentos do meio. A "meta" de distanciamento era ocasionalmente atingida pela baixa demanda.

Na sexta-feira (26), a empresa anunciou que encerrará a prática em 1º de julho.

"À medida que mais pessoas continuam viajando, os clientes podem perceber que os vôos estão lotados a partir de 1º de julho", disse a aérea em um comunicado. "A American continuará notificando os clientes e permitindo que eles passem para voos menos cheios quando disponíveis, sem incorrer em nenhum custo".

"O distanciamento social não é algo que possamos oferecer como companhia aérea", disse o CEO Doug Parker. “Nenhuma companhia aérea pode. Você pode dizer que não vai vender o assento do meio, mas não está a um metro e meio da pessoa na janela ou no corredor, certamente a menos de um metro da pessoa à sua frente ou atrás de você”.

O site da American Airlines agora informa que "quando o horário e os voos permitirem, os agentes do portão podem atribuir assentos para criar mais espaço entre os clientes". Um asterisco adiciona: "Não garantido".

O porta-voz da American Ross Feinstein disse que a decisão da companhia ocorre quando as viagens aéreas estão se recuperando.

"Acreditamos que é seguro voltar à nossa capacidade normal", disse.

No avião, os passageiros poderão mudar para outro assento da mesma classe, se sentirem desconforto com o local onde estão sentados e houver um assento disponível, disse Feinstein.

Em julho, a American voará 55% de sua programação doméstica e cerca de 20% da internacional em comparação com o ano anterior.

O número médio de partidas diárias está programado para 3.500, comparado a 6.700 vôos diários em julho de 2019.

A American não é a primeira aérea a abandonar publicamente o distanciamento social nas aeronaves. A United e a Spirit estão entre as companhias que já voam com 100% de capacidade. O CEO da United, Scott Kirby, também tinha dito que não existe distanciamento social em um avião e, segundo a empresa, "muito poucos clientes" fazem uma nova reserva quando os voos lotam.

"Apesar de toda a discussão sobre o bloqueio de assentos intermediários, nas redes sociais existem muitas fotos de vôos lotados na American e na United", disse Scott Hamilton, chefe da consultoria de aviação Leeham News and Analysis.

* Com informações do Los Angeles Times, Bloomberg, USA Today, Financial Times, Leeham News and Analysis

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