A Alemanha está segurando a alocação de 9 bilhões de euros de um pacote de assistência à Ucrânia decidido na cúpula da UE no final de junho. O projeto prevê empréstimos a Kiev sem juros graças aos fundos que a Comissão levantaria por meio da emissão de dívida garantida pelos Estados-membros. Mas a Alemanha, a maior e mais sólida das garantidoras dessa forma de Eurobond, se opõe.

Como escreve o jornal Corriere della Sera neste domingo (10), citando fontes em Bruxelas e Kiev, o ministro alemão das Finanças, Christian Lindner, não aprova a intenção da Comissão Europeia (CE) de financiar a assistência à Ucrânia em detrimento da dívida europeia total, como já foi durante a pandemia.

Até agora, Berlim aprovou apenas a primeira parcela de € 1 bilhão, que deve chegar antes do final de julho. Kiev afirma que precisa de US$ 5 bilhões por mês.

O jornal italiano afirma que o bloqueio da ajuda causa irritação e nervosismo das autoridades ucranianas, juntamente com o entendimento de que Berlim pretende contornar uma série de sanções impostas à Rússia no setor de energia para garantir o fornecimento de gás. Esta, acredita a publicação, é a razão da demissão do embaixador ucraniano na Alemanha Andriy Melnyk.

Atualização 20/07/2022

A União Europeia tomou a decisão final sobre a provisão da quinta transferência de 500 milhões de euros para remessas de armas para a Ucrânia, anunciou o alto representante da UE, Josep Borrell, nesta quarta-feira (20).

A quantia eleva o financiamento total da UE para ajuda militar à Ucrânia para 2,5 bilhões de euros. Esse dinheiro está sendo usado como compensação para os Estados-membros da UE que enviam armamentos para a Ucrânia, sejam veículos antigos descomissionados ou blindados novos e modernos.

Uma fonte diplomática em Bruxelas divulgou anteriormente que esses 2,5 bilhões de euros foram alocados do orçamento da UE para todo o período de sete anos 2021-2027, e a Ação Externa da UE está trabalhando para encontrar novos fundos.

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